Abstract
Em uma sociedade capitalista na qual impera a competitividade e a produção desmedida, deveria ser a universidade espaço de reflexão e crítica. Contudo, parece ter também a academia se rendido às esteiras da produção em série, fazendo dos professores servos de publicações, defesas, apresentações de trabalho, organização de seminários etc. Diante de tal cenário, faz sentido supor que a subjetividade docente, em um contexto de aprisionamento da criatividade e da intencionalidade própria do professor, se faz ausente. Como uma das possíveis consequências desse processo de enrijecimento do eu, tem-se precarização do trabalho docente com a possibilidade de adoecimento deste. Todavia, é possível que o elemento vivo do humano seja resgatado e que, por esse motivo, a subjetividade docente seja construída de modo a exercitar o trabalho criativo. Este artigo tem como objetivo discutir de que modo se dá o árduo, mas possível, processo de construção da subjetividade do professor universitário em tempos de indústria acadêmica.
Highlights
Resumen En una sociedad capitalista en la que impera la competitividad y la producción desmedida, debería ser la universidad espacio de reflexión y crítica
it also seems to have surrendered to the mats of mass production
it makes sense to assume that the teacher subjectivity
Summary
Que características precisa ter um bom professor? Constituindo-se como um ensaio teórico, tem o objetivo de compreender como se constitui a subjetividade dos professores universitários diante do atual processo de industrialização acadêmica, isto é, a partir de um cenário em que o bom professor é. O bom professor de hoje é o docente produtivo. Adota-se uma metodologia expositiva e de estudo teórico, debruçada sobre bibliografia diversa que percorre os estudos acerca do sofrimento docente, passando pelos compêndios da Teoria Crítica. Faz-se imprescindível, entre outras obrigações, uma publicação mínima anual de um dado número de artigos em periódicos bem avaliados para que sua permanência seja assegurada. Trata-se de algo irônico, quiçá sarcástico, mas é possível dizer que a qualidade do trabalho do professor é, hoje, medida pela quantidade daquilo que produz
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