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  • 10.34019/1980-8518.2024.v24.44270
Teoria social de Marx e Serviço Social: aportes para uma abordagem histórico-crítica
  • Jun 28, 2024
  • Libertas
  • José Fernando Siqueira Da Silva

Este artigo debate o sentido da perspectiva histórico-crítica a partir da teoria social de Marx. Propõe dialogar com o Serviço Social como profissão no atual estágio de acumulação capitalista, nas condições particulares da América Latina. O texto, sustentado na contribuição marxiana e de parte de sua tradição, dialoga com bibliografia especializada e analisa o tema-objeto proposto. Para tanto, indaga: a) o que significa histórico-crítico?; b) seria possível estabelecer um diálogo propositivo entre uma tradição anticapitalista crítica à reprodução ampliada do capital e uma profissão criada no capitalismo, em sua fase monopolista, com o objetivo de intervir no pauperismo?; c) como analisar esta relação tendo a América Latina como base sócio-histórica objetiva? O artigo conclui que este debate é pertinente e necessário, ainda que seja fundamental considerar as inúmeras tensões e contradições inerentes a este processo.

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  • Research Article
  • Cite Count Icon 1
  • 10.34019/1980-8518.2024.v24.43596
VI MINEPS 2017: Esporte, Organismos Internacionais e Neoliberalismo
  • Jun 28, 2024
  • Libertas
  • Marcelo Paula De Melo + 2 more

Por meio da atuação dos Organismos Internacionais em diversos campos é possível analisarmos as relações entre as transformações, características e estratégias das ações burguesas em seus programas e ações políticas. Esse texto pretende investigar as indicações e recomendações da VI Conferência de Ministros e Alto Funcionários da EF e do Esporte (MINEPS), realizada em Kazan (Rússia) no ano de 2017. Especialmente, intentamos investigar a relação dessas indicações e recomendações para as políticas públicas de Esporte, Educação Física e Lazer. Ao longo das reflexões, foi possível perceber uma EF voltada à difusão de valores nos marcos do capital, em especial com características de associação às demandas estruturais neoliberais pelo alto desemprego e informalidade.

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  • Research Article
  • 10.34019/1980-8518.2024.v24.43722
Teoria social e método em Marx: materialismo, história e dialética
  • Jun 28, 2024
  • Libertas
  • José Amilton De Almeida

O objeto deste estudo são os fundamentos da teoria social marxiana, isto é, do assim chamado “materialismo histórico e dialético”. O objetivo é analisar alguns princípios e categorias fundamentais que perpassam o movimento teórico analítico marxiano, buscando elucidar a) o que é a dialética é qual a concepção de história expressa no materialismo de Marx? b) o que é o trabalho e qual a concepção de humanidade para a sua teoria social: a relação homem/natureza e sujeito/objeto? c) O que é e como opera a alienação (e a ideologia) na sociabilidade humana e de que modo poderia ela ser superada numa perspectiva emancipatória? A metodologia se deu com base em pesquisa e revisão bibliográficas, recuperando sínteses, reflexões e resumos que foram sendo sistematizados ao longo de uma pesquisa de doutorado. Alguns desses fragmentos foram cuidadosamente selecionados e, aqui, ordenados para operar uma modesta contribuição com o estudo do método da teoria social marxista.

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  • Research Article
  • 10.34019/1980-8518.2024.v24.42757
expropriação do mais-trabalho no contexto da “caça apaixonada do valor”
  • Jun 28, 2024
  • Libertas
  • Fernando Araújo Bizerra

O presente artigo oferece uma síntese teórico-interpretativa, a partir de exegeses e análises econômicas de Karl Marx, sobre a expropriação do mais-trabalho na sociedade capitalista. Fruto de pesquisa bibliográfica, apreende, num primeiro momento, as características essenciais da produção da riqueza subordinada à lógica mercantil, donde provém a infinitude de mercadorias que cristalizam o valor criado pelos trabalhadores. Na sequência, evidencia como, na busca obstinada pelo valor, os capitalistas exploram a força de trabalho e expropriam o excedente. Os elementos coligidos permitem a compreensão de que a expropriação do mais-trabalho que nutre os capitalistas ao longo dos últimos séculos ocorre em plena sintonia com a dinâmica sociorreprodutiva do capital, sendo, pois, uma exigência inflexível deste.

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  • Research Article
  • 10.34019/1980-8518.2024.v24.44257
Totalidade concreta, capitalismo e Serviço Social
  • Jun 28, 2024
  • Libertas
  • Alexandra Aparecida Leite Toffanetto Seabra Eiras

O artigo evidencia a relação entre totalidade concreta e capitalismo, a partir da argumentação de Marx e Engels e do diálogo com pesquisadores marxistas na atualidade. Trata-se de um estudo preliminar para compreender os fundamentos históricos das perspectivas críticas/contestatórias ao Serviço Social Tradicional, emergentes nas décadas de 1960-1970, no plano desta totalidade, de um modo global. Parte-se da análise da produção teórica da pesquisa em rede “Movimento de Reconceituação do Serviço Social na América Latina: determinantes históricos, interlocuções internacionais e memória” (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, EUA, Portugal e Reino Unido) realizada durante o Pós-doutorado sênior – CNPq/PUC-SP.

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  • Research Article
  • 10.34019/1980-8518.2024.v24.41838
Relação Serviço Social e movimentos sociais a partir dos fundamentos do Serviço Social
  • Jun 28, 2024
  • Libertas
  • Kathleen Pimentel Dos Santos

O presente artigo busca discutir o processo de aproximação da relação entre Serviço Social e movimentos sociais a partir dos seus fundamentos, a fim de compreender como esta temática vem sendo incorporada nas pesquisas e produções dos/as assistentes sociais. Trata-se de uma pesquisa exploratória, de abordagem qualitativa, cujas fontes são de natureza bibliográfica. Em seus resultados preliminares evidencia-se que, quantitativa e qualitativamente, ainda que os processos aproximativos dessa relação estejam hegemonicamente impressos no seu projeto profissional, a temática dos movimentos sociais apresenta redução entre o número de pesquisas e produções da área do Serviço Social.

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  • Research Article
  • 10.34019/1980-8518.2024.v24.42315
Quem construiu o "Caes do Porto"? As marcas das relações raciais e da superexploração
  • Jun 28, 2024
  • Libertas
  • Gustavo Gonçalves Fagundes + 1 more

O centenário porto construído no Rio de Janeiro é obra de engenharia que nos alcança no presente. Neste artigo, objetivamos demonstrar quem eram, como viviam e em que condições laboravam os produtores diretos de tamanha empreitada. Para o entendimento aprofundado deste processo naqueles canteiros de obras, sobrelevam-se as socialmente generalizadas marcas das corroídas relações raciais no pós-abolição, bem como está caracterizada a superexploração da força de trabalho engajada em tamanha construção. História e Teoria Social devem responder: quem construiu o “caes do porto”?

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  • Research Article
  • 10.34019/1980-8518.2024.v24.42580
Marx diante da França revolucionária na Crítica à filosofia do Direito de Hegel
  • Jun 28, 2024
  • Libertas
  • Vitor Bartoletti Sartori

Analisaremos a posição de Marx diante da Revolução Francesa e de seus desdobramentos na Crítica à filosofia do Direito de Hegel. Mostraremos que, já no início de 1843, a revolução de 1789 não é um modelo para Marx ao se pensar o futuro. Antes, ela expressa a consolidação da oposição entre o social e o político, bem como o mútuo estranhamento entre sociedade civil-burguesa e Estado. Aquilo que se passa na França depois dos acontecimentos revolucionários é enxergado como um avanço, e como algo superior à monarquia constitucional alemã, defendida por Hegel. Porém, tanto a constituição estatal republicana quanto a monárquica são enxergadas como marcadas pela representação política e pela abstração típica do entendimento, de modo que seria preciso uma defesa decidida da democracia, a qual finalmente acaba por reconhecer que o Estado é um predicado da sociedade, e não o oposto, como ocorre na Filosofia do Direito.

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  • Research Article
  • 10.34019/1980-8518.2024.v24.41730
Socialização da política versus privatização do Estado: elementos para reposicionar a democracia em tempos de crise orgânica - representação e representatividade
  • Jun 28, 2024
  • Libertas
  • Bárbara T Sepúlveda + 1 more

Propomo-nos nesse artigo a questionar as formas políticas existentes no Brasil. Buscou- se problematizar, assim, em que medida a representação político- partidária sob uma sociedade periférica, estruturada a partir de uma lógica colonialista, escravista e sexista, logra alcançar os grupos subalternos, com destaque para as mulheres negras, que se constituem como avesso do sujeito que historicamente ocupa esse lugar, o homem branco. Tal cenário complexifica- se na contemporaneidade, tendo em vista o rearranjo no mundo capitalista em virtude da crise que se coloca a partir da década de 1970, que no Brasil significará a negação das conquistas constitucionais de 1988, ocasionando uma descrença na política, uma crise de representação que se soma a crise econômica. Trata- se de uma pesquisa bibliográfica, em que se faz uso de algumas categorias gramscianas. Nossa hipótese é que as demandas por representatividade espelham as lutas em torno da democratização da sociedade e do Estado brasileiro.

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  • Research Article
  • 10.34019/1980-8518.2024.v24.43747
Neoliberalismo: a lógica irracional do capitalismo em decadência
  • Jun 28, 2024
  • Libertas
  • Natália Perdomo Dos Santos

Este artigo propõe analisar, a partir de uma perspectiva pautada na tradição inaugurada pela obra marxiana, os fundamentos constitutivos do neoliberalismo, que o configuram como uma estratégia de reprodução do capitalismo tardio. Emergente no processo de maturação da sociedade burguesa, o neoliberalismo reformula a ação do Estado para adaptá-lo às necessidades impostas pelas novas formas de gestão da acumulação que, diante da hegemonia do capital portador de juros, só pode garantir a valorização do valor com um poder destrutivo incontrolável. Este movimento revela a barbárie que constitui este modo de produção, e especialmente exposta nos países de capitalismo dependente. Resulta desta etapa a reconfiguração das relações e dos seres sociais na sua totalidade, os quais passam a expressar nos costumes o irracionalismo do capitalismo em decadência. Este é o marco a partir do qual será tecida uma crítica ao pensamento mistificador formulado pelos foucaultianos Dardot e Laval, exposta no livro 'A Nova Razão do Mundo'. O livro, apesar de propor-se crítico ao neoliberalismo, limita-se à epiderme do problema para salvaguardar a lógica estrutural da sociedade burguesa, representando, neste sentido, a típica deformação ideológica desta etapa corrente.