Abstract

INTRODUÇÃO: Após o declínio observado na prevalência de tabagismo entre estudantes de Medicina entre as décadas de 1960 e 1980, parece estar ocorrendo, atualmente, uma estabilização nessa prevalência. OBJETIVO: Avaliar as tendências temporais de tabagismo entre estudantes de Medicina da Universidade Federal de Pelotas (RS) nos últimos dezessete anos, e alguns dos fatores associados ao hábito de fumar desses estudantes. MÉTODO: Estudos transversais com metodologias comparáveis foram conduzidos em 1986, 1991, 1996 e 2002. Questionários auto-aplicáveis foram utilizados. Definiu-se como fumante o indivíduo que fumava mais de um cigarro por dia há mais de um mês. Foram realizadas análises descritivas iniciais, análises brutas com utilização dos testes de qui-quadrado para heterogeneidade e tendência linear, e regressão de Poisson para avaliar o efeito do ano cursado sobre a freqüência de tabagismo, com controle para a idade do estudante. RESULTADOS: A prevalência atual de tabagismo entre os estudantes foi de 10,1%, valor estatisticamente similar ao dos levantamentos de 1991 e 1996. Não foram encontradas diferenças na prevalência de tabagismo por sexo, idade, tabagismo materno ou paterno. A freqüência de tabagismo aumentou durante a faculdade. CONCLUSÕES: A tendência de declínio na prevalência de tabagismo em estudantes de Medicina da Universidade Federal de Pelotas parece estar sendo substituída por uma estabilização em torno de 10% a 15%. O combate ao fumo ainda parece indispensável em ambientes universitários, especialmente nas escolas de Medicina.

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