Abstract

Partindo-se de um circuito esquemático relacionando os sistemas sensorial (visual binocular) e oculomotor, cujos defeitos em vias aferentes ou eferentes, ou de suas interações, explicam o aparecimento dos estrabismos e suas conseqüências, são examinados os fundamentos e referenciais da movimentação ocular. Apresentam-se os conceitos de eixos e planos, centro de massa e de rotação, definem-se os movimentos monoculares de translação e de rotação e os binoculares de versões e vergências. É também referida a função dos centros de comando para movimentos voluntários e reflexos, a dos núcleos oculomotores e a respectiva inervação aos músculos oculares externos. Numa segunda parte (fisiologia da musculatura ocular extrínseca) são comentadas as atividades de contração e relaxamento e a importância da lei de Sherrington. Voltando-se ao conceito de posição primária do olhar e dos referenciais das rotações, menciona-se a diversidade de vários sistemas de medidas. Em seguida, são analisadas as ações musculares rotacionais com bases no plano de ação muscular e na distribuição anatômica dos músculos, levando a resultados em posição primária do olhar e nas outras. Os efeitos de fáscias e membranas intermusculares são também comentados, terminando-se com a concepção moderna sobre as ações musculares (ação simultânea de todos os músculos em quaisquer das posições oculares). Com os condicionantes da lei de Hering, desenvolve-se o conceito de posições diagnósticas (das disfunções oculomotoras), diferentemente do clássico: os músculos são considerados em pares, de acordo às suas ações predominantes ___ horizontais (retos horizontais), verticais (retos verticais) ou torcionais (oblíquos). Em cada qual devem ser comparadas as ações em condições diametralmente opostas de fixação ocular e posições do olhar (por exemplo, supradextroversão na fixação com o olho direito e infralevoversão na fixação com o olho esquerdo, para comparação de ações dos músculos retos superior direito e inferior esquerdo, respectivamente). Também é analisada a influência das inclinações de cabeça sobre essas ações. O artigo termina examinando a relação sincinética entre a acomodação e convergência, a convergência proximal e as unidades dessas funções.

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