Abstract

Os alvos de tratamento podem dificultar ou facilitar as aquisições no inventário fonológico. Este trabalho tem como objetivo verificar a eficácia da proposta de terapia de Oposições Múltiplas, considerando a escolha dos sons-alvo, e analisar a aquisição de sons no inventário fonológico e os traços distintivos, enfocados a partir dos sons-alvo. O grupo pesquisado constituiu-se de cinco crianças com desvio fonológico, média de idade de 6;1 (anos;meses). Foram realizadas avaliações fonoaudiológicas e complementares. Após as avaliações, os sujeitos foram submetidos à fonoterapia pelo Modelo de Oposições Múltiplas. Depois do tratamento, realizou-se uma reavaliação fonológica, a fim de comparar a evolução terapêutica e a eficácia dos alvos escolhidos para cada sujeito. Compararam-se os inventários fonológicos e o número de traços distintivos alterados pré e pós-terapia em cada sujeito, bem como os traços distintivos enfocados na terapia pelos sons-alvo. Os sujeitos que acrescentaram mais fonemas em seus inventários fonológicos foram os que mais diminuíram o número de traços distintivos alterados. Pode-se concluir que o Modelo de Oposições Múltiplas proporcionou aquisições de fonemas no inventário fonológico, sendo esses relacionados às características dos alvos selecionados para cada sujeito. Os sujeitos cujos sons-alvo contemplavam o trabalho com a maioria dos traços alterados e com sons mais complexos na hierarquia apresentaram maiores aquisições em seus inventários fonológicos.

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