Abstract

Este estudo analisou as consequências da expansão desordenada dos cursos de Odontologia sobre a distribuição dos profissionais, o mercado de trabalho e as limitações do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) desenvolvido como garantia da qualidade do ensino. Este estudo observacional, descritivo e analítico usou dados secundários de vários bancos de dados oficiais. O número de cursos foi obtido no cadastro do e-MEC. A partir do Censo da Educação Superior, o estudo coletou séries históricas de cursos oferecidos, número de candidatos por vaga aberta, número de pessoas que iniciaram e concluíram o curso e informações sobre professores de escolas públicas e privadas. Também foram analisados ​​os relatórios relativos aos cursos de Odontologia do Conselho Nacional de Saúde. O desempenho dos alunos de graduação foi avaliado a partir dos relatórios de síntese do Enade de 2004 a 2016. O número de dentistas e sua distribuição regional foi baseado no Conselho Federal de Odontologia, e a população brasileira e o produto interno bruto foram coletados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Os cursos de odontologia no Brasil cresceram exponencialmente de 1856 a 2020; entre os 544 cursos autorizados, 82 ainda não iniciaram suas atividades. A rápida expansão dos cursos no Brasil agravou as assimetrias regionais na oferta de dentista, e o SINAES não tem conseguido garantir de forma plena a qualidade dos cursos de Odontologia. A odontologia brasileira, que aumentou seu desenvolvimento científico e tecnológico desde o século 19, com destacada produção intelectual, corre o risco de colapso devido a uma infinidade de dentistas.

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