Abstract

O presente texto tem o objetivo de apresentar como as religiões afro-brasileiras representam movimentos de preservação e ressignificação da estrutura societária dos povos iorubás no Brasil. A diáspora africana, durante o período da escravidão mercantil, foi responsável pela chegada ao Brasil de milhões de africanos provenientes de vários grupos étnicos como os bantu e os iorubás. As religiões de matriz afro representaram uma forma de resistir a destruição das características religiosas, sociais e culturais desses povos. Nas comunidades de terreiro, foi desenvolvido um processo de preservação e de ressignificação das estruturas sociais, culturais e religiosas dos povos iorubás. A organização do culto, das estruturas hierárquicas, dos espaços físicos, da composição linguística e cultural presente no candomblé, no Batuque ou Nação, por exemplo, possuem marcas indeléveis dos iorubás.

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