- New
- Research Article
- 10.22289/2446-922x.v12a1a10
- Jan 27, 2026
- Psicologia e Saúde em debate
- Eliane De Souza Luciano Borges + 1 more
Este artigo tem como objetivo analisar a prática da espiritualidade e seu significativo papel no enfrentamento da doença. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, fundamentado em revisão narrativa da literatura científica nacional e internacional sobre espiritualidade e saúde, aliada à análise reflexiva de casos clínicos selecionados por relevância temática. Os casos ilustram diferentes modos de vivenciar a espiritualidade no contexto do adoecimento, evidenciando seus potenciais efeitos no enfrentamento da doença, na elaboração do sofrimento e na adesão ao tratamento. Na discussão, são apresentadas as reflexões do psicanalista Oskar Pfister, o qual fala da sua prática clínica, aliada à espiritualidade e suas tentativas de explicar que ciência e espiritualidade podem conversar entre si. Os resultados indicam que a espiritualidade, quando integrada de forma não dogmática e articulada aos cuidados em saúde, pode atuar como recurso de enfrentamento, promovendo maior aceitação do adoecimento, redução do sofrimento psíquico e fortalecimento da resiliência. Conclui-se que a espiritualidade constitui dimensão relevante no cuidado integral em saúde, desde que considerada de forma ética, crítica e respeitosa à singularidade do sujeito.
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- Research Article
- 10.22289/2446-922x.v12a1a11
- Jan 26, 2026
- Psicologia e Saúde em debate
- Natália Leal Vio + 3 more
O sofrimento decorrente do trabalho pode tanto influenciar, quanto ser influenciado pelo consumo nocivo de substâncias psicoativas (SPA) e pela violência doméstica. O objetivo deste estudo foi compreender as condições de vida, trabalho e uso de SPA em pessoas envolvidas em queixas de violência doméstica. Foi realizada uma pesquisa de cunho documental e descritiva, de métodos mistos (quanti-qualitativos), com dados coletados em consulta a boletins de ocorrência e por meio de escalas e inventários. Participaram 24 pessoas que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os dados quantitativos foram analisados estatisticamente e os qualitativos categorizados segundo análise de conteúdo, a partir do referencial sistêmico e complexo. Prevaleceram mulheres adultas e denunciantes. Metade dos participantes fazia uso de medicamentos controlados, 26% relataram consumo de álcool que foi associado à violência em 62,5%, à socialização (20%) e ao trabalho (12%). Constatou-se que 58% eram trabalhadores informais e 25% estavam desempregados ou atuavam exclusivamente no lar. Diversos fatores se inter-relacionam e influenciam a violência doméstica; o contexto familiar, o trabalho, a renda e a escolaridade podem atuar como elementos de vulnerabilidade ou proteção. A compreensão complexa desses fenômenos constitui lacuna de pesquisa, bem como o desenvolvimento de intervenções voltadas à redução de vulnerabilidades e ao fortalecimento da proteção social.
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- Research Article
- 10.22289/2446-922x.v12a1a8
- Jan 23, 2026
- Psicologia e Saúde em debate
- Álvaro Camargo Sant’ana + 2 more
Trabalhadores da atenção básica em saúde estão expostos a demandas psicossociais que podem contribuir para a síndrome de burnout. Este estudo quantitativo, observacional e transversal teve como objetivo testar um modelo de mediação entre demandas de trabalho e síndrome de burnout em profissionais da atenção básica à saúde, considerando a qualidade da gestão e o suporte social como variáveis mediadoras. Participaram 290 profissionais de 25 municípios do sul do Brasil, que responderam a um questionário sociodemográfico e laboral, ao Spanish Burnout Inventory e às subescalas de demandas e recursos do Copenhagen Psychosocial Questionnaire (COPSOQ II). As associações diretas e indiretas foram testadas por análises de mediação baseadas em regressão, com controle por sexo e idade. Demandas quantitativas e emocionais apresentaram associação positiva com burnout, enquanto as demandas cognitivas mostraram associação negativa. A qualidade da gestão mediou parcialmente a relação entre demandas quantitativas e burnout, reduzindo o efeito dessas demandas; não foram observados efeitos indiretos consistentes via suporte social. Os achados sugerem a relevância de intervenções organizacionais voltadas à melhoria das práticas de gestão e ao gerenciamento de cargas de trabalho na atenção básica.
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- Research Article
- 10.22289/2446-922x.v12a1a9
- Jan 22, 2026
- Psicologia e Saúde em debate
- Regina Moura Costa Braga + 1 more
A Psicologia contemporânea reconhece a relevância da dimensão espiritual como componente essencial do desenvolvimento humano e da saúde psicológica. Este estudo teórico teve como objetivo analisar as contribuições da Teoria da Subjetividade de González Rey para a compreensão da dimensão espiritual em contextos clínicos. O método adotado foi a revisão crítica da literatura, contemplando produções nacionais e internacionais que abordam a relação entre espiritualidade, saúde e processos subjetivos. Os resultados apontaram que a Teoria da Subjetividade oferece fundamentos consistentes para interpretar a espiritualidade como parte de sistemas simbólico-emocionais, compreendidos como sentidos subjetivos e configurações subjetivas. Tal perspectiva possibilita uma abordagem ampliada, evitando reducionismos e valorizando a singularidade das experiências humanas. Conclui-se que este estudo contribui para o debate científico ao integrar a dimensão espiritual em uma perspectiva cultural-histórica, fornecendo subsídios teóricos para práticas clínicas mais sensíveis e contextualizadas.
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- Research Article
- 10.22289/2446-922x.v12a1a4
- Jan 20, 2026
- Psicologia e Saúde em debate
- Eduarda Alencar De Amorim + 1 more
O presente artigo investiga as possíveis influências das redes sociais na construção do autoconceito (Self) de adolescentes do gênero feminino sob as lentes da Abordagem Centrada na Pessoa (ACP). Para isso, realizou-se uma pesquisa bibliográfica narrativa baseada em artigos científicos e livros clássicos sobre a temática. A pesquisa refletiu sobre a concepção de adolescência como uma construção social, apreendendo o processo de formação de self, como sendo influenciado pelo meio, entendendo as redes sociais e os papeis de gênero como interferentes nessa construção. Os resultados encontrados corroboram com a hipótese de que as redes sociais podem causar impactos significativos no desenvolvimento da autopercepção das meninas adolescentes, fomentando a incongruência, entendida como o aumento da tensão entre self-real e self-ideal, podendo se desdobrar em sérios prejuízos para a saúde mental, autoestima, relação com o corpo a alimentação e relações sociais.
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- Research Article
- 10.22289/2446-922x.v12a1a7
- Jan 19, 2026
- Psicologia e Saúde em debate
- Mariana Arinana Canuto Pereira + 4 more
A adolescência é uma fase marcada por intensas mudanças biopsicossociais, que podem favorecer o surgimento de transtornos mentais e ideação suicida (IS). Este estudo transversal analisou a IS em 863 adolescentes de 12 a 18 anos, do ensino fundamental II e médio, considerando transtornos mentais e estrutura familiar, com apoio da análise por redes neurais. Foram aplicados questionários sociodemográficos, a Escala de Ansiedade, Depressão e Estresse para Adolescentes (EDAE-A) e a Escala de Ideação Suicida (BSI). A prevalência de IS foi de 34,8%, predominando no sexo feminino (42,8%) e aumentando proporcionalmente com a idade. A análise neural indicou a depressão como principal variável associada à IS (100%), seguida por estresse (68,8%), estrutura familiar (60,4%) e ansiedade (58,2%). Conclui-se que a IS apresentou níveis elevados, fortemente relacionados à depressão, evidenciando a necessidade de intervenções que promovam a expressão e o manejo do sofrimento entre adolescentes.
- Journal Issue
- 10.22289/2446-922x.v12n1
- Jan 9, 2026
- Psicologia e Saúde em debate
- Research Article
- 10.22289/2446-922x.v11a2a13
- Jan 7, 2026
- Psicologia e Saúde em debate
- Karen Lívia Costa Carvalho
O brincar é parte formadora do desenvolvimento de toda criança em todas as suas fases, é uma forma de se comunicar consigo mesmo e com o mundo. Possibilita à criança expandir seu imaginário, conceber e construir sua realidade. Conceituar a psicoterapia é um tanto complexo, visto que muitos movimentos são propostos nesta prática, desde autoconhecimento à mudanças comportamentais. Mas, considera-se que é uma prática de diversas possibilidades, seja de contextos, habilidades ou abordagens teóricas. Por sua vez, a psicoterapia infantil é uma das modalidades de atendimento psicológico que se debruça a acolher, ajudar, intervir e potencializar o público nessa fase do desenvolvimento, a infância. O presente trabalho trata-se de uma revisão bibliográfica, e visa estudar de acordo com a literatura científica a indagação de qual a importância do brincar na psicoterapia infantil. Logo, decidiu-se trabalhar sobre a temática ao perceber a ludicidade como forma de comunicação efetiva entre o psicoterapeuta e a criança Foram buscados em três bases de dados e utilizou-se dos descritores “Brincar” e “Psicoterapia Infantil”. O estudo objetivou estudar acerca dessa prática psicológica nos contextos individual e grupal, a partir do uso de três artigos. Nota-se, então, a partir do levantamento bibliográfico realizado para esta pesquisa que o brincar, em todas as suas interfaces, está intrinsecamente ligado ao fazer psicológico de eficiência com o público infantil, bem como para o seu pleno desenvolvimento enquanto sujeito.
- Research Article
- 10.22289/2446-922x.v11a2a6
- Jan 6, 2026
- Psicologia e Saúde em debate
- Anny Elise Braga + 1 more
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma condição multifatorial que acomete uma parcela expressiva da população feminina em idade reprodutiva, com implicações significativas para a saúde física, emocional e social. Este artigo tem como objetivo revisar criticamente a literatura recente (2020–2025) acerca da etiologia, diagnóstico, comorbidades metabólicas e psiquiátricas associadas à SOP, bem como suas repercussões na qualidade de vida e no bem-estar psicológico das mulheres. A partir de uma análise integrada de estudos nacionais e internacionais, observou-se uma prevalência elevada de sintomas depressivos, transtornos de ansiedade e insatisfação corporal entre mulheres com SOP, especialmente quando associada à obesidade e ao estigma corporal. Intervenções como a terapia cognitivo-comportamental e a atividade física supervisionada demonstraram impacto positivo nos desfechos emocionais e metabólicos. Ainda assim, persistem lacunas na abordagem biopsicossocial e no cuidado integral destas pacientes, especialmente no que diz respeito à interseccionalidade entre saúde mental, gênero e condições socioeconômicas. Conclui-se que estratégias de promoção à saúde, educação em saúde e políticas públicas sensíveis ao gênero são fundamentais para qualificar o cuidado e mitigar os impactos da SOP na vida das mulheres.
- Research Article
- 10.22289/2446-922x.v11a2a66
- Dec 19, 2025
- Psicologia e Saúde em debate
- Mariana De Souza Oliveira + 5 more
O cronotipo, que reflete a propensão individual a horários de sono e vigília, está relacionado a diferentes vulnerabilidades na saúde mental, especialmente em cursos de elevada exigência como Medicina. Este estudo teve como objetivo investigar a associação entre cronotipo, fatores individuais e autopercepção da saúde mental em estudantes de Medicina. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e quantitativo, realizado com 72 discentes do 1º ao 4º ano de uma universidade pública. Foram aplicados o Questionário de Cronotipo de Munique (MCTQ), o Inventário de Saúde Mental de cinco itens (ISM-5) e a Escala Analógica Visual (EVA). As análises estatísticas foram conduzidas no software R, empregando estatística descritiva, além dos testes de normalidade de Shapiro-Wilk e teste de Levene para homogeneidade das variâncias, ANOVA e ANCOVA para comparações entre grupos. A média etária foi de 24,2 anos, predominando estudantes do sexo feminino (55,6%), solteiros (91,7%), dedicados exclusivamente às atividades acadêmicas (79,2%) e sem filhos (97,2%). Os escores do ISM-5 não diferiram entre cronotipos (p = 0,431) nem entre anos de graduação (p = 0,349). A autopercepção da saúde mental revelou interação significativa entre ano de graduação e cronotipo (p = 0,01), enquanto hábitos de vida não se associaram ao cronotipo. O cronotipo não se associou isoladamente à saúde mental, mas sua interação com o ano de graduação influenciou a autopercepção de saúde mental, destacando a necessidade de intervenções que considerem ritmos biológicos e demandas acadêmicas para melhorar a saúde integral de estudantes de medicina.