- Research Article
- 10.30612/frh.v26i49.21105
- Jan 22, 2026
- Fronteiras
- Thiago Leandro Vieira Cavalcante + 2 more
- Research Article
- 10.30612/frh.v27i49.20147
- Jan 22, 2026
- Fronteiras
- Cleonice Elias Da Silva
Este artigo propõe uma reflexão sobre o ensino da História da ditadura civil-militar no Brasil, considerando a produção audiovisual como uma das linguagens que podem ser adotadas como fontes históricas para o estudo de diferentes aspectos desse passado marcado por violações de direitos humanos. Argumenta-se que os filmes dirigidos por cineastas mulheres que tratam dos traumas, memórias, violências e lutas de resistência possibilitam uma formação da consciência histórica a partir do campo das sensibilidades.
- Research Article
- 10.30612/frh.v27i49.19913
- Jan 22, 2026
- Fronteiras
- Antonio Alves Pereira + 2 more
Embora o mito da extinção total dos indígenas do Piauí tenha sido propagado até mesmo pela própria historiografia piauiense, muitos povos vêm rompendo o silêncio e passando a expressar e reivindicar suas identidades, a exemplo dos Tabajara e Tapuio de Nazaré, que vivem na zona rural do município de Lagoa de São Francisco – PI. Assim, a escola surge como um possível locus de resistência histórico-cultural, demandando à necessidade de um processo de reparação histórica, já que a imagem atribuída a estes povos que outrora adentrava as escolas desse país tinha uma forte marca do viés colonialista, havendo muitos resquícios ainda hoje. Desse modo, a presente pesquisa busca analisar a constituição da história e da cultura dos povos Tabajara e Tapuio de Nazaré como possibilidade de ressignificação dos saberes escolares da Escola Municipal Professor José Raimundo Pereira, instituição que atende a comunidade. A realização deste estudo norteia-se por meio de uma pesquisa de campo, sendo esta de cunho descritivo e concepção qualitativa. Por fim, a ressignificação de saberes escolares pressupõe que a escola contemple o contexto, constituindo-se desse modo como um possível espaço de efetivação dos direitos conquistados e de materialização daquilo que está proposto no currículo.
- Research Article
- 10.30612/frh.v27i49.20185
- Jan 22, 2026
- Fronteiras
- Rodrigo Musto Flores + 1 more
Os 60 anos do golpe civil-militar de 1964, relembrados no último ano, evidenciaram as disputas em torno da memória da ditadura e coincidiram com o retorno da participação ativa de militares na política, bem como com os usos de uma memória conservadora por grupos alinhados aos valores autoritários do regime. Esses fatores intensificaram a necessidade de compreender as dinâmicas internas das Forças Armadas e sua relação com os legados da ditadura. Nesse contexto, este artigo parte da análise do primeiro Ato Institucional, que fundamentou a política de acerto de contas e a aplicação da chamada “justiça revolucionária”, impactando diretamente as instituições militares. A chamada “operação limpeza” atingiu aproximadamente 6,5 mil militares entre 1964 e 1985, fazendo dessa categoria o grupo proporcionalmente mais atingido pela repressão política no período e revelando uma das especificidades da ditadura brasileira. Nesse sentido, o presente artigo propõe uma abordagem das narrativas de alguns dos militares perseguidos, cujos testemunhos estão sob a guarda do Memorial da Resistência de São Paulo (MRSP). A análise desses relatos de memória contribui para compreender um modo distinto de recordar a ditadura, entender o funcionamento do aparato repressivo interno das Forças Armadas e reconhecer a heterogeneidade presente nessas instituições antes do golpe de 1964, desafiando a memória conservadora promovida por setores militares que buscam associar a corporação a uma visão positiva do golpe e do regime subsequente.
- Research Article
- 10.30612/frh.v27i49.19737
- Jan 22, 2026
- Fronteiras
- Melina Lima Pinotti
Este artigo é resultado da pesquisa de mestrado realizada no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Grande Dourados, na qual analisei a implementação da Lei 10.639/03 em escolas do município de Nova Andradina/MS. Essa importante legislação alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), tornando obrigatório o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira e instituindo o dia 20 de novembro no calendário escolar. A pesquisa abordou a lei como uma ação afirmativa com uma história intrinsecamente ligada ao Movimento Negro, que, ao longo de décadas, priorizou a educação em sua agenda de reivindicações. Como fonte histórica, a lei foi examinada a partir de dois eixos de análise: o primeiro refere-se à proximidade entre sua data de aprovação, em 9 de janeiro de 2003, e a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 1º de janeiro de 2003. O segundo eixo está relacionado aos motivos de veto na aprovação da lei, que resultaram em desafios para sua aplicação. Essas questões revelam a historicidade da lei, demonstrando que ela não é um produto isolado, mas sim o resultado de debates que remontam a décadas na história do Brasil e que se alinham a um projeto de governo comprometido com a superação do racismo.
- Research Article
- 10.30612/frh.v27i49.20204
- Jan 22, 2026
- Fronteiras
- Filipe Menezes Soares
O artigo tem como objetivo defender a renovação das abordagens sobre o período da ditadura militar, apontando um novo caminho de crítica e análise ao qual se entende poder ser uma nova tendência da historiografia brasileira sobre o tema. A princípio existe a constatação de uma série de pesquisas, concluídas ou em andamento, que se aproximam no sentido de compor um olhar sobre o autoritarismo dos militares a partir dos interiores do território brasileiro – sua dimensão local, em contraposição às macroanálises. Proponho então, a partir dos interiores, um conjunto de iniciativas que apresentem diferenciadas perspectivas da investigação histórica/historiográfica ou da memória produzida sobre o recorte 1964-1985.
- Research Article
- 10.30612/frh.v26i49.16478
- Jan 22, 2026
- Fronteiras
- Juliana Ben Brizola Da Silva
RESENHA da obra: WITTIG, Monique. As guerrilheiras. Tradução de Jamille Pinheiro Dias e Raquel Camargo. São Paulo: Ubu Editora, 2019.
- Research Article
- 10.30612/frh.v27i49.20203
- Jan 22, 2026
- Fronteiras
- Juliana Martins + 1 more
Apresentamos, neste artigo, reflexões da pesquisa que realizamos, tendo como tema a Ditadura Civil-militar brasileira (1964-1985). Analisamos os materiais didáticos disponíveis para o professor de história, considerando o uso de fontes históricas, o conceito de História Difícil, refletindo acerca da tortura e os crimes que conceitualizam esse período. Este estudo ressalta também a importância do professor que, em suas aulas, por meio da problematização de fontes, desenvolve a possibilidade de sofisticação da consciência histórica. Com base em um estudo empírico, utilizou-se a aplicação de um questionário elaborado com o objetivo de compreender como parte dos professores de História em Apucarana-PR desenvolvem abordagens em suas aulas nas turmas 9º ano do Ensino Fundamental, acerca da Ditadura Civil-Militar brasileira (1964-1985), e como utilizam os materiais didáticos disponíveis. Nesse caso, o livro didático do 9º ano do Ensino Fundamental, de Alfredo Boulos, História Sociedade e Cidadania, 4ª edição, São Paulo, FTD, 2018, e o arquivo de slides disponibilizado pela SEED (Secretaria Estadual de Educação do Paraná) em período de pandemia na conjuntura de ensino remoto. Consideramos a perspectiva de silenciamento e negacionista que envolve a narrativa do período da Ditadura Civil-Militar (1964-1985), partindo, então, do campo da Educação Histórica.
- Research Article
- 10.30612/frh.v27i49.19690
- Jan 22, 2026
- Fronteiras
- Luciana Juvêncio Silva + 2 more
O Movimento Negro em Alagoas se organiza no final dos anos de 1970, trilhando a sua trajetória em meio à ditadura civil-militar (1964-1985). A partir de suas relações com a academia e a sociedade civil, a Associação Cultural Zumbi (ACZ) buscou alternativas para fortalecer a luta antirracista no estado por meio de estratégias de intervenção políticas-pedagógicas no cenário alagoano. O presente artigo tem como objetivo analisar a atuação da ACZ no período 1980-1988 através de suas articulações para o tombamento da Serra da Barriga em União dos Palmares/AL. Nosso intuito foi promover uma reflexão sobre as contribuições da organização negra em Alagoas, avaliando seu impacto no cenário nacional. Neste trabalho, tomamos Lélia Gonzalez (2020) como uma das principais intelectuais brasileiras ao tratar sobre o Movimento Negro Unificado (MNU) e do Movimento de Mulheres Negras como fundamentais para a superação do racismo e do sexismo no Brasil. Como suporte teórico-metodológico, analisamos dossiês do Sistema Nacional de Informações (SNI), incluindo documentos relacionados ao I Simpósio Nacional sobre o Quilombo dos Palmares (1981), um evento marcado pelas discussões iniciais para o tombamento da Serra da Barriga quanto a criação do Conselho do Memorial Zumbi, responsável pelo pedido de tombamento e pela promulgação de pesquisas sobre a Serra da Barriga. Tomamos como corpus de análise obras historiográficas que contribuíram com a historiografia da atuação do movimento negro, em especial, a historiografia alagoana, que se deu mediante as produções sobre as mobilizações antirracistas no estado.
- Research Article
- 10.30612/frh.v27i49.19651
- Jan 22, 2026
- Fronteiras
- Edson Silva + 1 more
O objetivo principal deste artigo é apresentar e analisar as memórias de Emiliano José, jornalista, professor, político e ex-militante de oposição à ditadura no Brasil (1964–1985), obtidas a partir de uma entrevista concedida por ele em dezembro de 2022. Nessa entrevista, o autor busca reconstruir, a partir de suas recordações, o processo de elaboração e publicação da obra Lamarca, o capitão da guerrilha, lançada em 1980, ainda sob o regime ditatorial. Em termos teórico-metodológicos, o trabalho fundamenta-se nas perspectivas de uma história a contrapelo, de Walter Benjamin (1994), e nas concepções de memória elaboradas por Maurice Halbwachs (2003), especialmente no que se refere ao conceito de memória coletiva; por Michael Pollak (1989), com as noções de memória subterrânea e a ênfase na dimensão conflituosa dos processos de rememoração; e por Elizabeth Jelin (2012), com seu conceito de empreendedores da memória. Defende-se a ideia de que a publicação da obra Lamarca, o capitão da guerrilha (1980) evocou uma memória subterrânea, contrapondo-se ao silenciamento e ao esquecimento impostos pela ditadura civil-militar em torno da figura de Carlos Lamarca, assassinado em setembro de 1971 por agentes da repressão política.