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  • Journal Issue
  • 10.22409/1981-4062/v37i
  • Dec 29, 2025
  • Viso: Cadernos de estética aplicada

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  • Research Article
  • 10.22409/1981-4062/v37i/693
Adorno e a dialética escritural do ensaio
  • Dec 8, 2025
  • Viso: Cadernos de estética aplicada
  • Verlaine Freitas

Pretende-se fazer uma análise do texto “O ensaio como forma”, de Theodor Adorno, enfatizando a relação entre particular e universal e sua mediação recíproca na densidade dialética do corpo da linguagem. Interpretamos tal mediação como índice do modo como a dialética negativa adorniana apoia-se no fragmento, no equívoco e no arbitrário para ultrapassar os dois polos de falsidade usualmente vistos no plano conceitual-filosófico, quais sejam: o particular em-si e por-si e a abstração generalizadora do pensamento classificatório. Ao final, apresentamos uma breve crítica à ideia de utopia do novo formulada a partir de Kant por Adorno.

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  • Research Article
  • 10.22409/1981-4062/v37i/685
Prof. Dr. Walter Boaventura de Castro: Táticas performáticas para descolonizar a academia
  • Nov 28, 2025
  • Viso: Cadernos de estética aplicada
  • Debora Pazetto

Relato e análise da palestra-performance Prof. Dr. Walter Boaventura de Castro, realizada pela primeira vez em 2023 junto a um grupo de artistas-pesquisadores. A proposta joga com um padrão de formatação do conhecimento, o qual tenho chamado de “performatividade da academia”, em analogia com o conceito de performatividade de gênero elaborado por Judith Butler. A performatividade da academia – que, assim como o gênero, é uma estilização do corpo e da linguagem prescrita por instituições coloniais – inclui um extenso conjunto de regras tácitas sobre como os corpos devem se comportar no ambiente acadêmico e quais são as linguagens escritas e orais aceitas na produção de conhecimento. Prof. Dr. Walter Boaventura de Castro é um campo de experimentação de saberes que se constroem a partir da recusa de tais normas e hierarquias e por meio de sua teatralização paródica.

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  • Journal Issue
  • 10.22409/1981-4062/gt2024
  • Oct 31, 2025
  • Viso: Cadernos de estética aplicada

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  • Research Article
  • 10.22409/1981-4062/gt2024/675
A prova da existência da Estética
  • Oct 17, 2025
  • Viso: Cadernos de estética aplicada
  • Virginia Figueiredo

O principal objetivo deste texto é comentar o ensaio de Ricardo Barbosa: “Para que ainda uma estética?”. Acolhendo como verdadeira e filosófica a dúvida sobre a necessidade ou a existência futura da Estética, concordarei com sua obsolescência, enquanto uma disciplina filosófica, e muito menos, uma ciência ou método, com função sistemática, tal como ela apareceu no século XVIII, batizada por Baumgarten em 1750, mas sobretudo na Crítica da Faculdade de Julgar de Kant em 1790. Por outro lado, defenderei a permanência e a legitimidade de suas questões específicas, ou, como poderia também designá-las, simplesmente “críticas”, como, aliás, o texto de Ricardo Barbosa o faz, sem reconhecer que está fazendo. Permitindo-me afirmar que ele é o que diz que não é: um texto poético, saboroso e irônico, mas ainda assim, um texto de Estética.

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  • Research Article
  • 10.22409/1981-4062/gt2024/679
Mundos sem bordas
  • Oct 17, 2025
  • Viso: Cadernos de estética aplicada
  • Rosa Gonçalves

Neste artigo me proponho a refletir acerca da questão da repetição de elementos, materiais e objetos na obra de Tunga, bem como acerca da recorrência da ideia de continuidade, estabelecendo paralelos com o modo como este mesmo tema foi abordado por Lygia Clark.

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  • Research Article
  • 10.22409/1981-4062/gt2024/678
Onde a luz não bate: o estatuto do artista no Brasil colonial
  • Oct 16, 2025
  • Viso: Cadernos de estética aplicada
  • Pedro Fernandes Galé

Texto que visa reconstituir, ainda que de modo parcial, o estatuto das artes e dos artistas no universo figurativo da colônia até as portas do Império. Tal recosntituição nos faz observar os descaminhos a que estamos submetidos ao replicar e adaptar os grandes sistemas histórico-estéticos a que sempre nos submetemos ao tentar entender um esforço figurativo para o qual nos referências são, no mais das vezes, insuficientes. O texto busca elencar e tentar reconstituir algumas alternativas.

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  • Research Article
  • 10.22409/1981-4062/gt2024/662
Uma pintura sem Deus: Bataille e Manet
  • Oct 14, 2025
  • Viso: Cadernos de estética aplicada
  • Ruy Lewgoy Luduvice

O artigo busca compreender a originalidade da interpretação que o filósofo Georges Bataille realizou sobre o pintor Édouard Manet em meados da década de 1950. Para isso, busca contextualizava no conjunto de outras importantes leituras da obra do pintor, mostrando como o pensador também enxerga a pintura de Manet como o início da arte de vanguarda, mas buscando mostrar como as razões destacadas por Bataille em seu "exame de paternidade do modernismo" diferem das de importantes historiadores e críticos de arte das vanguardas, como por exemplo, Clement Greenberg. Por fim, mostra como o interesse de Bataille pela pintura de Manet é também indício de algumas inflexões importantes em sua própria trajetória como pensador das artes, de modo a ampliar o escopo de seus interesses.

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  • Research Article
  • 10.22409/1981-4062/gt2024/660
A indeterminação em Manet
  • Oct 9, 2025
  • Viso: Cadernos de estética aplicada
  • Luis Inacio Oliveira Costa

O presente artigo buscou apresentar sucintamente algumas reflexões em torno das transformações modernas do regime de visualidade e, a partir daí, da formação do espectador moderno, tal como essas questões se colocam de forma significativa na poesia de Charles Baudelaire e na pintura de Édouard Manet. Essas reflexões foram suscitadas pela leitura do artigo A indeterminação em Manet, de Ricardo Fabbrini. Isto posto, o presente texto busca combinar o comentário livre do artigo de Fabbrini às reflexões sobre a constituição do espectador moderno por ele despertadas.

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  • Research Article
  • 10.22409/1981-4062/gt2024/656
A experiência da destruição em Guerra aérea e literatura de W. G. Sebald
  • Oct 6, 2025
  • Viso: Cadernos de estética aplicada
  • Luciano Gatti

O artigo tem por objeto Guerra aérea e literatura, último livro de crítica literária publicado por W. G. Sebald, no qual ele avalia a presença escassa e problemática, na literatura alemã do pós-guerra, do tema da destruição das cidades alemãs pelos bombardeios aliados nos anos finais da II Guerra. A questão colocada por Sebald – qual a forma literária adequada para apresentar a destruição provocada pela guerra? – é, em primeiro lugar, situada diante do diagnóstico da crise da experiência elaborado por Walter Benjamin a partir dos relatos do campo de batalha feitos por soldados da I Guerra. Discute-se então a posição ocupada no argumento de Sebald pelo livro de Alexander Kluge, O ataque aéreo a Halberstadt em 8 de abril de 1945, e por fim, a posição oscilante de Sebald a respeito da possibilidade de um aprendizado histórico e, consequentemente, de uma concepção de experiência com base numa literatura que enfrente a tarefa de rememorar o passado.