- Research Article
- 10.24858/rdm.v0i19.406
- Feb 1, 2021
- Revista Diálogos Mediterrânicos
- Renan Frighetto
- Research Article
- 10.24858/rdm.v0i19.386
- Dec 14, 2020
- Revista Diálogos Mediterrânicos
- Marcella Lopes Guimarães
- Research Article
- 10.24858/rdm.v0i19.382
- Dec 14, 2020
- Revista Diálogos Mediterrânicos
- Helton Lourenço Carvalho
- Research Article
- 10.24858/rdm.v0i19.404
- Dec 14, 2020
- Revista Diálogos Mediterrânicos
- Érica Cristhyane Morais Da Silva
Resumo: Exilio, mobilidade e poder devem ser compreendidos como tres conceitos, irremediavelmente, imbricados. Ocorrido no decurso do seculo V d.C., o exilio de Elia Gala Placidia e, neste sentido, um episodio importante a ser compreendido na interseccao destes tres conceitos. Gala Placidia, mae de Valentiniano III e Justa Grata Honoria, foi exilada em razao de uma tensao com o meio irmao Honorio. Seu exilio, cumprido em Constantinopla, coloca alguns desafios a nossa compreensao usual acerca da concepcao de “exilio” como o espaco longinquo, lugar da diferenca, do outro, espaco exterior que desterritorializa e desenraiza aquele a quem tal sentenca e imposta na busca de conduzir o individuo ao isolamento. Pelo contrario, e possivel argumentar que Gala Placidia foi para Constantinopla, sua cidade natal, e permaneceu influente porque seu “exilio” implica em uma outra nocao de “outro” vinculado a uma mobilidade em direcao a outro centro de poder. Constantinopla rivaliza com Ravena que desponta tambem como importante centro de poder na Antiguidade Tardia. O que depreendemos desse episodio e que sendo Gala Placidia uma personagem que viveu grande parte de sua vida entre lugares, viajando com frequencia por todo o Imperio Romano desde Constantinopla a Roma ate em direcao a regioes mais a oeste como as Galias e a Hispânia mesmo estas regioes nao estando mais sob o controle romano, o seu exilio em lugar de enfraquece-la afirmou ainda mais seu poder e influencia.
- Research Article
- 10.24858/rdm.v0i19.399
- Dec 14, 2020
- Revista Diálogos Mediterrânicos
- Thiago David Stadler
Inicio este artigo com um dito popular oriundo da descrenca de Tome, o Apostolo, diante da aclamada ressureicao. So acredito vendo e uma expressao que auxilia o desenvolvimento de uma exposicao sobre os criterios de veracidade auferidos pela mitologia crista, pela mitologia grega e pela historia grega. Por isso a inversao temporal inicial, pois parti do campo comum – a atualidade do dito popular – em direcao as discussoes sobre o fazer poesia e o fazer historia na Antiguidade grega classica. Os poetas-cantores tinham no ouvido o seu principal instrumento de trabalho, pois as Musas lhe sopravam palavras ora genuinas ora assemelhadas aos fatos. Ja os historiadores da Antiguidade tinham a primazia do olhar como crivo de suas narrativas. Tome, um errante neste mundo, servira como grande suporte para as discussoes em torno da fe, dos ouvidos e dos olhos. Assim, o objetivo deste artigo e indicar os dilemas em torno das distintas modalidades de crenca na Antiguidade a partir do modo como as personagens legitimavam os seus discursos.
- Research Article
- 10.24858/rdm.v0i19.396
- Dec 14, 2020
- Revista Diálogos Mediterrânicos
- Denise Rocha
O objetivo do estudo e interpretar na narrativa Miura, de Miguel Torga (1907-1985), o sofrimento do touro humanizado e sua participacao, juntamente, com Malhado, Bronco e Mira, em uma tourada que reflete a bestialidade humana no trato com bichos, que sao sacrificados em um espetaculo de entretenimento popular. O escritor denuncia a selvageria do festejo, que se intensifica com a entrada colossal do toureiro na arena e a apoteose final com a autoimolacao de Miura. A analise sera feita a partir da simbologia do touro, da tauromaquia (aspectos estetico, passional e sagrado), da tradicao das touradas em Portugal, das legislacoes e do engajamento do escritor (Sartre) em denuncias sobre atos sangrentos contra animais.
- Research Article
- 10.24858/rdm.v0i19.403
- Dec 14, 2020
- Revista Diálogos Mediterrânicos
- Danilo Medeiros Gazzotti
EnglishDuring the 5th century, the Suebi monarchy went through several transformations from the time they made their way into the Iberian Peninsula to the consolidation of its political-military hegemony in the region. Among these transformations, what stands out is their broad process of mobilities. In our view, they were intrinsically linked to the various military conflicts that occurred throughout Hispania. Based on this context, we propose hereby to analyze the objectives that guided these mobilities, seeking to demonstrate that this strategy was used mainly in favor of the expansion or survival of this monarchy, which varies depending on the time the studies are focused on. portuguesNo decorrer do seculo V, a monarquia sueva passou por diversas transformacoes desde sua entrada na Peninsula Iberica ate a consolidacao de sua hegemonia politico-militar na regiao. Dentre elas, podemos destacar o seu amplo processo de mobilidades que, em nossa visao, estavam intrinsicamente ligadas aos varios conflitos militares que ocorriam por toda a Hispania. Tendo por base esse contexto, propomos nesse artigo analisar os objetivos que pautaram essas mobilidades, buscando demonstrar que essa estrategia era empregada principalmente em prol da expansao ou da sobrevivencia dessa monarquia, dependendo da epoca considerada.
- Research Article
- 10.24858/rdm.v0i19.402
- Dec 14, 2020
- Revista Diálogos Mediterrânicos
- Guilherme Queiroz De Souza
Entre as diversas facetas do filosofo maiorquino Ramon Llull (c. 1232-1316), a de viajante incansavel e uma bastante conhecida. De fato, sabemos que ele visitou varias localidades, sobretudo da bacia mediterrânica. Essa informacao consta principalmente na Vita Coaetanea (1311), texto autobiografico que Llull ditou a um monge cartuxo. No entanto, existem documentos que indicam outras viagens do pensador, como algumas biografias lulianas modernas (seculos XVI-XVIII), que chegaram a influenciar parte da historiografia contemporânea. Encontramos, ali, interessantes referencias a estadias em regioes como a Inglaterra, Noruega, Islândia, Etiopia, Egito, Gana, India, entre muitas outras. Nosso objetivo e analisar os aspectos miticos e historicos desses outros itinerarios, mais precisamente sua tradicao, historicidade e difusao a luz das obras de Llull.
- Research Article
- 10.24858/rdm.v0i19.398
- Dec 14, 2020
- Revista Diálogos Mediterrânicos
- Belchior Monteiro Lima Neto
No presente artigo, rediscute-se a imagem da Africa romana construida pela historiografia. Baseando-se numa logica logocentrica ancorada nas representacoes elaboradas por diversos autores grecolatinos, os historiadores tenderam a ora ressaltar as influencias latinas sobre os povos “barbaros” da regiao, ora enaltecer a resistencia autoctone as invasoes estrangeiras. Contrapondo-se a esta visao dicotomica, as recentes investigacoes historicas e arqueologicas demonstram o poder de agencia dos diferentes grupos etnicos locais em contato com os afluxos culturais e materiais romanos, fato que e evidenciado nas escavacoes realizadas tanto no Fazzan quanto em Ghirza.
- Research Article
- 10.24858/rdm.v0i19.401
- Dec 14, 2020
- Revista Diálogos Mediterrânicos
- Naiara Krachenski
O colonialismo europeu no continente africano a partir do seculo XIX teve na cultura visual um importante suporte para a circulacao do discurso colonialista destinado ao publico metropolitano. Para alem disso, a cultura visual foi tambem responsavel pela renovacao e elaboracao de uma variada miriade de estereotipos sobre o continente africano e sobre os povos que ali viviam. A partir desse contexto, o objetivo deste artigo e compreender quais estereotipos coloniais aparecem na historia em quadrinhos Tintim na Africa e, sobretudo, como eles se relacionam com o discurso colonial nesta obra publicada entre 1930 e 1931 com a clara intencionalidade de propaganda colonial belga para o publico infanto-juvenil.