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  • Research Article
  • 10.1590/2316-82422025v4602mrg
The Nietzschean value of courage
  • May 1, 2025
  • Cadernos Nietzsche
  • Mariano Rodríguez González

Resumo Este artigo pretende tornar convincente a conjectura, e também ressaltar sua importância, de que é o valor que Nietzsche atribui à virtude da valentia, ou à virtude entendida como valentia, que, em última análise, funcionaria como valor supremo ou supervalor no pensamento do filósofo. Para tanto, explora-se o tema do herói do conhecer, relacionando toda a questão da coragem como virtude com a Vontade de Potência e com a ideia do Eterno Retorno.

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  • Research Article
  • 10.1590/2316-82422025v4602pgps
Dossiê “Nietzsche e os Valores”
  • May 1, 2025
  • Cadernos Nietzsche
  • Pietro Gori + 1 more

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  • Research Article
  • 10.1590/2316-82422025v4605cgg
Transvaluation or revaluation? Nietzsche and the value of justice in Franz Kafka's work
  • May 1, 2025
  • Cadernos Nietzsche
  • Carmen Gómez García

Resumo Em sua literatura, Kafka apresenta uma justiça imobilizada em torno do silêncio e do direito incompreensível, justiça que, como lei suprapessoal, ataca o indivíduo, o julga e, em última instância, o executa. Se a relação do ser humano com a lei, com a autoridade, é absolutamente falida, como, então, abordar o valor da justiça? As páginas a seguir tratarão em particular da Na Colônia Penal, o que pode levantar a questão de saber se não é uma formação literária da “transvaloração dos valores”, de Nietzsche, ainda mais tendo em conta que Kafka leu atentamente a Genealogia da Moral.

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  • Research Article
  • 10.1590/2316-82422025v4602sm
The values of the transvaluation of values
  • May 1, 2025
  • Cadernos Nietzsche
  • Scarlett Marton

Resumo Três são os objetivos deste artigo. Depois de examinar a noção de valor no contexto do pensamento nietzschiano, ele pretende investigar, em primeiro lugar, no que consistem os valores que terão de ser transvalorados e, em seguida, no que consistem os valores que teriam sido transvalorados. Espera, por fim, defrontar-se com a questão a propósito dos valores, ou melhor, do valor do projeto de transvaloração de todos os valores.

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  • Research Article
  • 10.1590/2316-82422025v4604ps
Value Projectivism in Nietzsche (part II)
  • May 1, 2025
  • Cadernos Nietzsche
  • Paolo Stellino

Resumo O presente artigo tem como objetivo dar continuidade à reflexão iniciada há já alguns anos (2017) sobre as múltiplas analogias entre a posição de Nietzsche relativamente aos valores e a tradição filosófica do projetivismo. Após uma apresentação dos aspetos mais relevantes do projetivismo (§1) e de uma análise textual de algumas passagens nietzschianas suscetíveis de serem interpretadas num sentido projetivista (§2), serão consideradas algumas críticas que podem ser dirigidas a essa leitura (§§3 e 4). Embora estas críticas sejam em parte justificadas, procurar-se-á mostrar de que modo a leitura projetivista da filosofia de Nietzsche continua a ser, por um lado, filosoficamente plausível e, por outro, sustentada por uma abundante evidência textual.

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  • Research Article
  • 10.1590/2316-82422025v4602jc
What is a “world of evaluations”? On Nietzsche's values and perspectivism
  • May 1, 2025
  • Cadernos Nietzsche
  • João Constâncio

Abstract: Resumo: Os muitos passos em que Nietzsche se refere às nossas avaliações como sendo “projetadas” e “impostas” à natureza parecem sugerir que o “mundo de avaliações” onde se joga a vida humana é meramente subjetivo, e que a natureza desprovida desses valores é, pelo contrário, a realidade em si mesma. Este artigo procura mostrar que o pensamento de Nietzsche rejeita este tipo de subjetivismo moderno. O modo como pensa um “mundo de avaliações” não coincide nem com o “realismo”, nem com o “antirrealismo”, pois, para Nietzsche, quem projeta os nossos valores é a própria vida, não um sujeito.

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  • Research Article
  • 10.1590/2316-82422025v4602rbdv
Teichmüller, philosophaster: Nietzsche, Source study, Perspectivism (part 1)
  • May 1, 2025
  • Cadernos Nietzsche
  • Ricardo Bazilio Dalla Vecchia*

Resumo Dividido em duas partes, este artigo pretende discutir, à luz do método do estudo de fontes, como Nietzsche recepciona o perspectivismo de G. Teichmüller. Minha hipótese, com base nos termos de KSA 11, 608, é de que Nietzsche subverte a historiografia usual ao tratar a fonte como um alimento que é digerido em um processo de “seleção”, “incorporação” e “rejeição”. No caso de Teichmüller, este processo assume uma forma ainda mais curiosa na medida em que, criticamente, a digestão da fonte tem por objetivo descaracterizá-la, ou melhor, re-caracterizá-la ao modo de um tipo, uma caricatura, uma ofensa (Schimpfwort).

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  • Research Article
  • 10.1590/2316-82422025v4602aus
Nietzsche, the teachings, the doubts
  • May 1, 2025
  • Cadernos Nietzsche
  • Andreas Urs Sommer

Resumo Ninguém duvida tanto de seu próprio pensamento quanto Friedrich Nietzsche. De modo constante e com gestos enfáticos, o filósofo questiona o que foi pensado e dito, colocando tudo em dúvida [stellt es zur Disposition], e chega mesmo a tentar retratar seu próprio discurso no próprio ato de falar. A desconfiança em tudo e em todos, inclusive em si mesmo, é considerada pelo grande pensador do ceticismo experimental como a única via de acesso ao conhecimento, pois somente o ceticismo liberta “da tirania dos conceitos ‘eternos’”. Por isso, ele não exige um ceticismo que se abstenha de todo juízo, mas sim um ceticismo disposto a julgar (urteilsfreudige), um “ceticismo de virilidade temerária”, como a “única forma de filosofia”.

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  • Research Article
  • 10.1590/2316-82422025v4601ss
NIETZSCHE'S avatars in the Rio de La Plata: the spenglerian vitalist (OF) Ezequiel Martínez Estrada. Notes
  • Apr 1, 2025
  • Cadernos Nietzsche
  • Sergio Sánchez

Resumo Identificamos as coordenadas em que Ezequiel Martínez Estrada leu Nietzsche entre 1944 e 1950. Analisamos sua interpretação, que atribui toda a produção do filósofo ao âmbito das teses estéticas e metafísicas de sua obra juvenil sobre a tragédia. Entre as fontes Retirei oque orientam sua interpretação, ressaltamos Spengler, cuja influência vitalista e irracionalista é decisiva. Destacamos os limites de sua leitura idiossincrática, que ignora a mudança no pensamento de Nietzsche no final da década de 1970: sua renúncia à autoridade do mito e sua recuperação do valor do conhecimento.

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  • Research Article
  • 10.1590/2316-82422025v4601kh
Nietzsche's aesthetics: a diagnosis
  • Apr 1, 2025
  • Cadernos Nietzsche
  • Kathia Hanza

Resumo Partindo das perguntas: “O que é um diagnóstico?” e “De que diagnóstico se trata?”, o artigo objetiva apresentar a estética em Nietzsche como sendo, eminentemente, um diagnóstico, ao invés de se propor a realizar um diagnóstico da questão estética no pensamento de Nietzsche.