Waldemar Valente e os silêncios da historiografia da antropologia afro-brasileira
Este artigo propõe uma revisão crítica da historiografia da antropologia brasileira a partir da trajetória Intelectual de Waldemar Valente, médico-antropólogo pernambucano cuja produção etnográfica permanece à margem das narrativas convencionais. Ao retomar o campo das religiões afro-brasileiras, evidenciamos como certas genealogias disciplinantes operam por exclusões, retrações e silenciamentos. Através da análise das recensões temáticas e balanços historiográficos mais consolidados – como os de Birman, Banaggia e Montero –, observamos que Valente tensiona as classificações estabelecidas, por antecipar abordagens consideradas “emergentes” décadas antes. Sua pesquisa sobre sincretismo, Influências islâmicas e formas rituais não ortodoxas oferece uma alternativa à lógica canônica da antropologia nacional. Mais que reparar uma ausência, buscamos repensar a própria narrativa disciplinar e seus mecanismos de visibilidade. A partir do estudo de caso, propomos uma forma mais plural e situada de narrar a história da antropologia brasileira, abrindo espaço para virtualidades teóricas e epistemológicas ainda silenciadas. Submissão: 24 jul. 2025 ⊶ Aceite: 15 nov. 2025
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