Vazio sanitário como estratégia no controle da ferrugem asiática (phakopsora pachyrhizi) da soja em Vilhena - Rondônia
A Phakopsora pachyrhizi, conhecida como ferrugem asiática, é responsável por causar perdas expressivas na produtividade das lavouras de soja (Glycine max L). A doença é propagada através do vento, favorecendo sua rápida expansão. A ferrugem asiática causa danos significativos na cultura da soja, através da desfolhação precoce, comprometendo a formação completa dos grãos e exercendo um impacto substancial na produtividade. Diante desse cenário, o vazio sanitário foi estabelecido como uma medida preventiva, visando evitar a propagação da doença pelo país e proteger a cultura da soja. Diante disso, esse trabalho tem como objetivo analisar a ocorrência da ferrugem asiática, por meio de dados fornecidos pela Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia - IDARON e disponibilizados pelo "Consórcio Antiferrugem”, uma parceria público-privada responsável pelo sistema de alerta da doença no Brasil. A análise foi realizada com ênfase no município de Vilhena, localizado no estado de Rondônia, nas safras de 2013/14 a 2022/23. Com base nos dados coletados, foram registrados 214 casos em Rondônia, sendo 27 exclusivamente em Vilhena, com 67% ocorrendo no início do enchimento de grãos (R5) da cultura da soja. Portanto, embora a estratégia do vazio sanitário seja crucial, ela demanda uma revisão contínua para garantir sua eficácia diante dos desafios específicos enfrentados por Vilhena.
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