Uso de um sistema de vídeo para estudo ecológico do macro e megazooplâncton em águas costeiras
Imagens subaquáticas obtidas com o uso de câmeras digitais tem se tornado uma das principais ferramentas para estudos, no próprio ambiente, do comportamento e da ecologia de organismos marinhos. Com esse objetivo testou-se a obtenção de imagens por arrasto e por perfil vertical de uma câmera comercial montada em uma estrutura de aço denominada de Sino. Foram obtidas 54 vídeos de arrastos horizontais (estratificadas) de maior duração (10 minutos) e 27 vídeos de perfilagem vertical de curta duração (3 minutos) e avaliado a qualidade das imagens associadas a identificação dos organismos. Foi determinado a melhor forma de trabalho com o Sino, necessidade de acessórios e adaptações e protocolo de uso, assim como a relação entre a transparência da água (disco de Secchi) e a possibilidade de identificação e quantificação de formas planctônicas nas imagens. Os resultados apontam para o uso do Sino em baixa velocidade, ou seja, em perfilagem vertical e com iluminação apresentando os melhores resultados e maior eficiência na identificação das ocorrências de organismos. A relação entre a transparência da água e a obtenção de imagens de boa qualidade foram observadas, de forma mais segura, em condições de Secchi superior a 2,5 m. Em função das condições de transparência da água e da variabilidade de ocorrência dos organismos a probabilidade de registro de organismos foi de 37,5% do total de saídas a campo. Por fim, as análises dos vídeos indicaram um possível comportamento de migração vertical de Olindias sambaquiensis (Hydrozoa) e chamaram a atenção pela abundância de Pseudo-TEPs (Transparent Exopolymer Particles), que acredita-se são de grande importância na ecologia pelágica de águas costeiras.
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