Uma breve discussão acerca da contribuição de Xuanzang na história da tradução da China
O presente artigo aborda a contribuição de Xuanzang (602-664 d.C.) para a história da tradução na China, com ênfase na transmissão e tradução das escrituras budistas. Após uma breve apresentação do panorama da tradução de escrituras budistas desde a Dinastia Han Oriental até o declínio durante as Dinastias Song, Yuan e Ming, o artigo focalizará as duas fases da trajetória de Xuanzang. A primeira fase corresponde à sua viagem para a Índia, com o objetivo de aprofundamento filosófico e domínio do sânscrito. A segunda fase corresponde ao retorno à China, quando traduziu um grande número de sutras diretamente do sânscrito para o chinês durante 19 anos. Devido à sua prática de revisar e corrigir versões anteriores, ao uso equilibrado de tradução literal e livre e à implementação de um sistema de trabalho coletivo, com divisão de funções especializadas, é possível afirmar que Xuanzang deu início ao período da “Nova Tradução” na história da China. No tocante às características da prática tradutória de Xuanzang, observa-se que são marcadas pelo planejamento institucional, prudência comparativa, precisão linguística e retradução de textos imperfeitos. Tais características exercem uma influência duradoura tanto na teoria quanto na prática tradutória da China.
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