Um modelo narrativo em três versões de “My Favorite Things” por Jonathan Kreisberg

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Este trabalho analisa três performances na guitarra solo por Jonathan Kreisberg na música My Favorite Things, utilizando a teoria da narratividade de Byron Almén (2008) e ideas do campo do Storytelling. É analisado o material audiovisual com transcrições para partitura, observando dados dos fonogramas, o vocabulário melódico e harmônico usados, e outros aspectos. A comparação foca no improviso da versão do álbum ONE (2013), examinando seu discurso como um conflito entre dois conjuntos de isotopias (linhas melódicas e regiões homofônicas), que produz uma narrativa do arquétipo cômico. Conclui-se que Kreisberg segue nas três versões um modelo ou esquema narrativo estabelecido, que contém espaço para espontaneidade. O modelo possui uma exposição arranjada do tema, conflito narrativo entre isotopias, um arco narrativo convexo nos improvisos, pontos de apoio recorrentes e significativa variação entre o vocabulário melódico nas versões, evidenciando a complexidade e sofisticação do trabalho do intérprete.

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