THEORIZING IDEOLOGY AS AN INTEGRAL FRAMEWORK FOR STUDYING THE SOCIOLOGICAL DEMARCATION OF JOURNALISM
ABSTRACT – This article develops a novel theoretical framework for studying the sociological demarcation of journalism through the lens of ideology. Drawing on Paul Ricoeur’s theory of ideology as a necessary symbolic structure for community integration and authority legitimation, and complementing it with Susan Gal’s and Judith Irvine’s semiotic model of iconicity, recursiveness, and erasure, we reinterpret key journalistic practices — collective memory, boundary work, and paradigm repair — as interrelated ideological operations. Our argument highlights how ideological processes simultaneously foster cohesion within the journalistic field, legitimize journalism’s cultural and cognitive role, and risk distorting self-representations to resist change. By synthesizing Ricoeur’s hermeneutic approach with semiotic theory, this article bridges various research traditions and offers a more integrative understanding of how journalism’s sociological demarcation is constructed, contested, and maintained. RESUMO – Este artigo desenvolve um novo arcabouço teórico para o estudo da demarcação sociológica do jornalismo a partir da perspectiva da ideologia. Com base na teoria da ideologia de Paul Ricoeur — concebida como uma estrutura simbólica necessária para a integração comunitária e a legitimação da autoridade — e complementando-a com o modelo semiótico de iconicidade, recursividade e apagamento proposto por Susan Gal e Judith Irvine, reinterpretamos práticas jornalísticas centrais — memória coletiva, boundary work e paradigm repair — como operações ideológicas inter-relacionadas. Nosso argumento destaca como os processos ideológicos promovem simultaneamente a coesão no campo jornalístico, legitimam o papel cultural e cognitivo do jornalismo e correm o risco de distorcer as autorrepresentações para resistir à mudança. Ao sintetizar a abordagem hermenêutica de Ricoeur com a teoria semiótica, este artigo estabelece pontes entre diferentes tradições de pesquisa e oferece uma compreensão mais integrada de como a demarcação sociológica do jornalismo é construída, contestada e mantida. RESUMEN – Este artículo desarrolla un marco teórico para el estudio de la demarcación sociológica del periodismo desde la perspectiva de la ideología. Basándonos en la teoría de la ideología de Paul Ricoeur — concebida como una estructura simbólica necesaria para la integración comunitaria y la legitimación de la autoridad —, y complementándola con el modelo semiótico de iconicidad, recursividad y borramiento propuesto por Susan Gal y Judith Irvine, reinterpretamos prácticas periodísticas clave — memoria colectiva, boundary work y paradigm repair — como operaciones ideológicas interrelacionadas. Nuestro argumento destaca cómo la ideología promueve la cohesión del campo periodístico, legitima el papel cultural del periodismo y, al mismo tiempo, conlleva el riesgo de distorsionar sus autorrepresentaciones como forma de resistencia al cambio. Al sintetizar el enfoque hermenéutico de Ricoeur con la teoría semiótica, este artículo tiende puentes entre tradiciones y ofrece una comprensión más integrada de cómo se construye, disputa y mantiene la demarcación sociológica del periodismo.