Relações entre mães e filhas em contexto de violência doméstica
Esta pesquisa teve como objetivo analisar, sob a perspectiva das filhas, as relações conflituosas com suas mães em contextos de violência doméstica, com ênfase no processo de diferenciação do self[1]. Fundamentado na epistemologia sistêmica, o estudo adotou uma abordagem qualitativa e um delineamento metodológico baseado em estudo de casos múltiplos. Foram utilizadas entrevistas semiestruturadas, genogramas e linhas do tempo como instrumentos de coleta de dados, permitindo uma escuta aprofundada das experiências das participantes. A análise foi conduzida por categorização temática, articulando dados gráficos e narrativos. Os resultados revelaram, em ambos os casos, a presença de violência doméstica de gênero dirigida às mães, cujos efeitos repercutiram em vínculos marcados por fusão, conflito e lealdades disfuncionais, impactando significativamente o processo de diferenciação do self das filhas. A pesquisa evidenciou ainda a transmissão transgeracional de padrões relacionais, sugerindo a necessidade de intervenções clínicas que considerem a complexidade dos vínculos familiares e seus legados intergeracionais.
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