Rastros do corpo e a Ninfa Fluida na videoperformance de Ana Mendieta
No presente artigo, propomos formas de relações entre a obra Butterfly (1975) de Ana Mendieta, a ideia de encarnado de Didi-Huberman e a personagem teórica da Ninfa de Aby Warburg. Identificamos que a videoperformance Butterfly traz elementos ambíguos que são apreendidos devido à presença que se transforma ora em ausência e ora em reafirmação no corpo da artista. Compreendemos que esta obra possibilita um diálogo entre Aby Warburg e Georges Didi-Huberman fundamentada na personagem da Ninfa Fluida. Sugerimos, à guisa de hipótese, que nesta videoperformance a Ninfa se constrói por meio de rastros, de transitoriedade e da imagem em movimento em um fluxo que não se apreende por completo ou concretamente. Para tal aproximação dialógica, analisamos aspectos composicionais, técnicos e estéticos de Butterfly que suscitam discussões simbólicas com intuito de corroborar a afirmação de Didi-Huberman (2019) que a Ninfa se faz presente nesta obra de Ana Mendieta.