Racismo ambiental: história e conceitos para o ensino de ciências
Este texto discute o racismo ambiental como uma forma de violência sistemática que atinge minorias, afastando-as de sua relação com a natureza, provocando adoecimento e morte de maneiras complexas, baseando-se apenas em critérios raciais. O objetivo é refletir sobre o conhecimento produzido historicamente a respeito desse conceito em articulação com o Ensino de Ciências. Inicialmente, são analisadas as transformações históricas em torno da definição de racismo ambiental, destacando a presença da luta política da população negra para sua formulação, e a ausência velada da palavra racismo dentro dos estudos para a justiça ambiental. No contexto brasileiro, a análise se apoia no conceito de necropolítica para evidenciar que as heranças coloniais e o mito da democracia racial brasileira apagam o racismo em nossa sociedade, e isso se reflete em uma Educação Ambiental em que as questões raciais também estão ausentes. Parte-se da hipótese de que tanto as principais vertentes da Educação Ambiental quanto as abordagens CTSA (Ciência- Tecnologia-Sociedade-Ambiente) e sóciocientíficas não reconhecem o racismo como elemento central para pensar o Ensino de Ciências e questões ambientais. Diante disso, este ensaio propõe a incorporação de perspectivas negras e ancestrais como caminhos para contribuir com a reflexão sobre a temática na formação de educadoras e educadores das ciências.
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