Quando o verbo se faz voz encarnada
Este artigo trata da recepção da personagem mítica Helena, de Esparta, em duas obras artísticas brasileiras recentes: a ópera Helena e seu ventríloquo (2019), de Doriana Mendes e Daniel Quaranta, e o filme de curta-metragem Helena de Guaratiba (2023), de Karen Black. Enquanto no segundo é feita uma transposição do mito de Helena como figura feminina individualizada, no primeiro, temos pervivência da “fama do nome que se tornou memória de males”, como escreveu Górgias (Elogio a Helena, § 2), ecoando a figura mítica símbolo da condição feminina cindida entre seu desejo e o comportamento normatizado socialmente que os outros (principalmente os homens) esperam dela. A análise das duas obras será feita em diálogo com outras releituras da figura de Helena na literatura e no audiovisual brasileiros, bem como com algumas fontes clássicas gregas em que a presença da chamada Helena de Troia é notória.
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