Políticas públicas de ações afirmativas na Universidade Tecnológica Federal do Paraná: reflexões sobre a política de cotas e as bancas de heteroidentificação
O objetivo deste artigo é refletir sobre o ingresso de estudantes negros e indígenas a partir das bancas de heteroidentificação realizadas na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, no vestibular de 2024. Na primeira parte, será apresentado de que forma o racismo estrutural se consolida na nossa sociedade, marginalizando a população negra e indígena. Em seguida, o histórico da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, ressaltando seu início como Escola de Aprendizes Artífices, voltado a população em situação de pobreza e criada para a formação de mão de obra para a indústria. A Instituição se torna Universidade em 2003 e inicia as cotas raciais a partir da Lei n° 2.711 de 2012, instituindo, porém, suas bancas de heteroidentificação a partir de 2024. Ao final, serão apresentados os dados das primeiras bancas de heteroidentificação do vestibular de 2024, concluindo-se que há um grande número de ausentes, e a maioria de estudantes são validados (as), ressaltando-se a importância das bancas de heteoroidentificação para a garantia da efetividade da política pública.
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