Phakathi Kwezindlela Zokubuka Nokuthula
Neste artigo, eu proponho uma reflexão sobre o paradoxo inerente à minha prática como antropólogo em campo, evidenciando a tensão entre observar e participar, entre traduzir e distorcer a alteridade. Com base nas minhas experiências pessoais vividas no Brasil e na África do Sul, demonstro como a minha presença, marcada por particularidades sensoriais, emocionais e culturais, transforma, simultaneamente, o campo e a mim mesmo. Ao adotar uma abordagem dialógica e imersiva, problematizo a imposição de categorias teóricas pré-estabelecidas para representar o “outro”, enfatizando que o conhecimento antropológico é, por natureza, relacional, híbrido e incompleto. Assim, convido o leitor a repensar os métodos e os limites da etnografia, reconhecendo a minha influência inevitável na produção dos saberes.
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