PERSPECTIVAS CONTEMPORÂNEAS DO DIAGNÓSTICO DE PERSONALIDADE BORDERLINE NA ADOLESCÊNCIA: A influência da mentalização e da teoria do amadurecimento

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O estudo realizou uma revisão integrativa para examinar a relação entre o diagnóstico precoce do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) em adolescentes, padrões de apego, capacidade de mentalização e os processos de amadurecimento descritos por D. W. Winnicott. As buscas abrangeram PubMed, Web of Science e Scielo, nos idiomas português e inglês, encontrando 93 registros publicados nos últimos cinco anos. Títulos e resumos foram triados no Rayyan; após aplicação de critérios de inclusão (período, faixa etária, idioma, acesso) e exclusão de abordagens teóricas incompatíveis com a perspectiva psicanalítica, 18 estudos compuseram a amostra final. Os resultados mostram que contextos de apego seguro fomentam o desenvolvimento da mentalização, enquanto vínculos inseguros, hipermentalização e padrões parentais disfuncionais aumentam a vulnerabilidade ao TPB. Falhas ambientais precoces influenciam diretamente a formação de vínculos inseguros e a emergência de sintomas borderline. Não foram identificados estudos que integrem empiricamente a teoria winnicottiana ao modelo da mentalização, o que configura importante lacuna na literatura. O cotejo conceitual desses achados com a teoria do amadurecimento sugere que deficiências na sustentação emocional (holding) fragilizam a constituição do self e favorecem o surgimento do TPB. Conclui-se que o papel parental é central para prevenção e intervenções clínicas, recomendando-se pesquisas que articulem a teoria de Winnicott, apego e mentalização a fim de aprimorar diagnóstico e cuidado precoces.

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