Ouvir/escutar: diferenças e contribuições para o pensar humano
O objetivo deste artigo é elucidar a significativa diferença entre as palavras ditas sinônimas ouvir e escutar em contextos de ensino de música em escola de música. Encontra-se aplicações errôneas no uso delas no cotidiano que geram a necessidade de esclarecimento que conduza à compreensões mais acertadas. A pesquisa é de natureza bibliográfica onde analisa-se o uso e as diferenças das palavras ouvir e escutar e busca-se fundamento compreensivo nos textos do filósofo alemão Martin Heidegger. Observa-se o robustecimento e profundidade de significados para a palavra escuta, em contraposição ao ouvir, que enriquece o diálogo teórico nas aulas de música e amplia os sentidos de percepção do que é proposto em aula. Apontamos diversas formas de exercer a escuta mas que são desconsideradas, tais como a escuta como ausculta, como observação, como dis-posição. As formas apontadas especificam melhor e conduzem a contextos de compreensão afastados da dúvida quanto aos seus significados.