“Os Escravos do Sr. Manoel Maurício, Convidaram, sem Licença de Seu Senhor, Diversos Companheiros em Número de Dezesseis, para um ‘Samba’"
Como o samba, no século XIX, atuava como uma prática de (re)existência e sociabilidade entre os/as escravizados/as, mesmo sob repressão? O objetivo geral deste estudo é discutir os processos de (re)existências nos sambas durante o século XIX, a partir da análise de fontes da imprensa nacional. A metodologia consistiu na catalogação de 1179 fontes de periódicos disponíveis na hemeroteca digital da Biblioteca Nacional, utilizando a leitura crítica dessas fontes para identificar menções ao samba e suas implicações na vida dos/as escravizados/as. Os resultados indicam que o samba foi uma prática constante entre os/as escravizados/as, mesmo sob forte repressão, além de funcionar como um espaço de sociabilidade e afetos. As implicações científicas e sociais da pesquisa destacam a importância de trazer a memória dos/as escravizados/as ao campo de estudos do lazer, contribuindo para discussões sobre reparação histórica nesse âmbito.
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