Onde houver ofensa que eu leve o perdão?
O objetivo deste texto é discutir, com base nas formulações teóricas dos Classical Reception Studies (Hardwick, 2003; Martindale, 1993, 2006), as representações de estratégias de reconciliação em textos da comédia latina antiga e da moderna brasileira. Tomando como ponto de partida a afirmação de Konstan (2010) de que os antigos não se pautavam em uma concepção de perdão conforme compreendida em nossos dias, buscarei apontar tal diferenciação por meio da análise de peças teatrais do dramaturgo romano Tito Mácio Plauto (Titus Maccius Plautus, III-II a.C.) e do brasileiro Ariano Suassuna (1927-2014). Para tanto, analisarei passagens das peças Aulularia (Comédia da Panela), Mercator (O Mercador), Miles Gloriosus (O Soldado Fanfarrão) e Persa de Plauto, bem como Auto da Compadecida e Farsa da Boa Preguiça de Suassuna. No decorrer da argumentação, tentarei evidenciar, por um lado, o contexto de produção das comédias latina e brasileira, e, por outro, aspectos constitutivos do opus poético de ambos os autores.
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