O dilema paraguaio: entre a reexportação e o Mercosul
O Paraguai possui um desenvolvimento econômico único em relação aos seus parceiros do Mercosul. Enquanto a maioria dos membros do bloco adotaram o modelo de substituição de importação para fomentar a indústria, o Paraguai optou pelo que é chamado de “regime de reexportação”, ou triangulação comercial, que se firmou como um dos pilares de sua economia na segunda metade do século XX. Essa política faz uso da discrepância alfandegária entre os países para efetivamente tornar o Paraguai um “reexportador” de produtos vindos de fora do continente. Ao se beneficiar das assimetrias regionais, o modelo vai de encontro com os ideais de cooperação esperados por um mercado comum, como o Mercosul busca tornar-se. Também torna o Paraguai um caso atípico entre pequenas economias: apesar de ser o integrante do Mercosul mais dependente do comércio com seus vizinhos, é historicamente o mais receoso em promover e adotar as medidas de integração propostas pelo resto do bloco. Esse trabalho se propõe a explorar a origem e escopo do regime de reexportação, sua perspectiva atual, e se o dilema historicamente enfrentado pelo Paraguai se mantém válido com a crescente diversificação econômica do país.
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