O cenário atual das pedagogias (contra)hegemônicas e a educação a serviço do capital
This article critiques how counter-hegemonic pedagogies, especially postmodern ones, inadvertently reproduce capitalist logic amid the structural crisis of capital. Based on bibliographic research, it finds that dominant authors emphasize subjectivity and autonomy, neglecting material conditions, and argues that such perspectives reinforce capitalism's alienation and individualism, undermining education's political and collective potential.
O presente artigo analisa as contradições impostas à educação pela crise estrutural do capital, discutindo como as pedagogias que se denominam contra-hegemônicas, especialmente de base pós-moderna, acabam reproduzindo a lógica capitalista que pretendem superar. A partir de uma pesquisa de tipo bibliográfica no banco de teses e dissertações da Capes (2018–2021), identificou-se a predominância de autores como António Nóvoa e Maurice Tardif na formação docente, cujas concepções enfatizam a subjetividade, a autonomia e a experiência, deslocando o foco das determinações materiais do trabalho educativo. Com base no materialismo histórico-dialético e na categoria da divisão social do trabalho, esse estudo - que tem como objetivo alertar o quanto pretensas novas roupagens pedagógicas, na verdade, favorecem a manutenção do status quo - analisa criticamente os referenciais em questão e demonstra que tais perspectivas reforçam a alienação e o individualismo próprios do capitalismo, esvaziando o caráter político e coletivo da educação.