“Governar o vício, controlar a mente”: uma crítica biopolítica a partir da bioética complexa
This study critically examines how biopower influences mental health and addiction policies, revealing that current practices prioritize social control over individual autonomy, and advocates for more inclusive, humanized approaches grounded in interdisciplinary bioethical and biopolitical perspectives.
Objetivo/Contexto. Este estudo investigou a interseção entre a bioética, a biopolítica, a saúde mental e a dependência química, destacando a influência do biopoder nas políticas e práticas de saúde. Baseado nas teorias de Foucault, Agamben e Szasz, analisamos como a gestão da saúde mental e da adição reflete dinâmicas de poder e controle, impactando os indivíduos afetados. O objetivo é compreender as implicações bioéticas e biopolíticas das abordagens à saúde mental e à adição, propondo uma perspectiva crítica sobre as práticas atuais e suas bases teóricas. Metodologia/Abordagem. Foi adotada uma abordagem qualitativa, analisando textos fundamentais e documentos de políticas públicas. Resultados/Descobertas. Foi observado que as políticas de saúde mental e adição estão profundamente influenciadas por conceitos de biopoder, resultando em práticas que priorizam o controle social em detrimento da autonomia e do bem-estar dos indivíduos. A análise também indica uma necessidade de reformulação dessas políticas para abordagens mais inclusivas e humanizadas. Discussão/Conclusões/Contribuições. O estudo contribui para o campo da bioética e biopolítica, oferecendo uma perspectiva crítica sobre a saúde mental e a adição. Destacamos a importância de abordagens interdisciplinares para enfrentar a complexidade destas questões, promovendo políticas públicas que respeitem a dignidade e fomentem a inclusão social dos indivíduos com este problema.