Geografias do Bem Viver: Resistências Contracoloniais de Mulheres Rurais Brasileiras
Este estudo visa explorar as práticas de cuidado, eixos de luta e resistências à colonialidade do poder que emergem das experiências de mulheres rurais brasileiras, especialmente as organizadas em torno da Marcha das Margaridas, diretamente impactadas pelo extrativismo predatório que as oprime. Adotamos uma metodologia qualitativa, pautada em uma revisão bibliográfica crítica para compreender as estratégias e lutas de mulheres rurais, de territorialidades não centrais contra as estruturas de poder patriarcal, colonial, racista e agrocapitalista. Assim, as mulheres rurais – no Brasil e também em Abya Yala – emergem como uma força mobilizadora e de resistência coletiva, sustentando modos de vida e assegurando a continuidade da própria existência, na construção de uma “Geografia do Bem Viver” ante o projeto colonial que reverbera até a contemporaneidade.