Figurações do luto na linguagem: evocação e alteridade em Uma mulher (1987), de Annie Ernaux
Abstract
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A representação, tanto nos estudos linguísticos quanto psicanalíticos, dialetiza ausência e presença, relacionando-se com a natureza evocativa do enunciado concreto no dialogismo. Neste artigo, objetivamos analisar a elaboração do luto na/pela linguagem em uma narrativa auto-sociobiográfica de Annie Ernaux, discutindo as relações entre signicidade, mundo concreto e evocação alteritária na interface entre Saussure, Lacan e o Círculo de Bakhtin. Correlacionando a materialidade da linguagem e a dinâmica significante, pontuamos figurações do luto em Uma mulher (1987), obra escrita após a morte da mãe da autora, esboçando condições para a elaboração parcial da morte na auto-sociobiografia.