FEMINISMO E GÊNERO NA CRISE POLÍTICA BRASILEIRA: uma análise da AMB e da MMM
Este artigo busca lançar luz sobre a atuação do movimento feminista brasileiro entre 2015 e 2022, momento de rearticulação das forças políticas e ascensão do bolsonarismo. Os objetivos são: i) identificar como a noção de gênero foi mobilizada na crise política; ii) compreender os desafios atuais do feminismo. Parte-se das notas políticas da Marcha Mundial das Mulheres e da Articulação de Mulheres Brasileiras. A análise temática desses documentos foi cotejada com os estudos sobre o processo político do período. Argumenta-se que a despeito do oportunismo envolvendo a questão de gênero na arena eleitoral, a sua importância não pode ser reduzida à retórica partidária. O movimento feminista acusa uma ofensiva restauradora e o estudo do seu posicionamento contribui para desvendar um elo importante entre neoliberalismo e neoconservadorismo. O recorte proposto aqui permitiu observar: i. o alijamento das organizações feministas dos arranjos participativos – um corte na relação movimento/Estado, que se mantinha na configuração dos direitos da mulher desde a redemocratização; ii) uma agenda feminista mais defensiva.
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