Entre o Papiro de Derveni e o Crátilo

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Na sequência de um artigo anterior sobre a col. 14 do Papiro de Derveni, analisa-se agora nomes a questão dos nomes divinos em confronto com o Crátilo platónico, cuja secção das etimologias contém uma intenção paródica clara aos procedimentos alegóricos dos órficos, apoiados nas especulações etimológicas. O nomothetes do Crátilo tem certamente a ver com a função atribuída no Papiro a ‘Orfeu’. Para o comentador do poema, de resto, Urano, Cronos e Zeus são uma única entidade (Nous), o que é mostrado na explicação dos nomes divinos: o termo nous, por associação etimológica ou semântica (no caso de Zeus) é nela dominante, integrando-se num contexto cosmogónico, que o Crátilo substitui por um critério sobretudo ético e teológico. Mostra-se também como a ambiguidade da linguagem do comentador lhe permite monopolizar a doutrina do poema, criando sobre ela uma outra mensagem. Assim acontece com o “grande feito”, que o poema órfico ligaria a Cronos, mas que no Papiro se subentende ser Urano.

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