Engajamento político literário no plano teórico-conceitual benjaminiano
O artigo pretende resgatar alguns dos princípios que constituem o exercício de crítica literária de Walter Benjamin (1982-1940) que, por seu caráter eminentemente filosófico e retórico, desenvolveu seus pressupostos hermenêuticos e reflexivos tendo por base a íntima conexão das formas estéticas e o discurso analítico. A partir disso, não somente pôde explorar diferentes modos de apresentação para seus escritos de crítica literária como, por conseguinte, aliou um forte engajamento político, disposto em uma configuração muita das vezes sibilina, em que a fortuna das imagens e alegorias deve nos levar a cenários argumentativos de completa imersão nos próprios objetos estéticos a que se dedica. Nesse sentido, dentre uma imensidão de entradas e saídas a que seu pensamento nos possibilita, iremos nos dedicar especialmente às questões da história, da leitura política que faz das narrativas e, especialmente, da intermediação que a linguagem poética configura nesse contexto.