Diversificação Internacional de Portfólio com ETFs, BDRs e FIAs: Evidências para Investidores Brasileiros
Objetivo: Analisar comparativamente os possíveis benefícios de diversificação internacional, em termos de retorno ajustado ao risco, por meio de Exchange Traded Funds (ETFs), Brazilian Depositary Receipts (BDRs) e fundos de investimento em ações (FIAs) com alocação no exterior sob a ótica de investidores brasileiros. Método: Testes de cointegração foram conduzidos entre as séries do logaritmo de preços diários do Ibovespa e das classes de ativos domésticos com exposição a mercados estrangeiros analisadas. Além disso, foram criadas carteiras teóricas para analisar se a inclusão de ativos domésticos com exposição a mercados estrangeiros poderia aprimorar o retorno ajustado ao risco das carteiras. Resultados: Os resultados mostram que poucos ativos mantêm relação estável de longo prazo com o Ibovespa, sugerindo vantagens de diversificação internacional para investidores brasileiros. A melhoria do retorno ajustado ao risco varia em função das diferentes classes de ativos, do cenário (com ou sem taxa livre de risco), em decorrência das estratégias de diversificação e do teste de cointegração aplicado. Assim, investidores que fazem uma gestão mais passiva de seus portfólios podem melhorar seu desempenho ao adicionar em suas carteiras ETFs e FIAs, e àqueles que preferem selecionar individualmente seus ativos, os BDRs se mostraram como uma interessante opção. Contribuições: Os resultados contribuem para a criação de estratégias de investimento que buscam um portfólio internacional eficiente, especialmente para investidores individuais, para os quais os custos de transação e outras barreiras potenciais poderiam dificultar a obtenção dos benefícios da diversificação internacional.