Da incerteza como método
Este artigo discute epistemologias da itinerância com base em experiências etnográficas realizadas em contextos de deslocamento, dentro e fora da universidade. A pesquisa articula-se a coletivos e espaços autogestionados, propondo uma etnografia implicada que opera como escuta ativa e articulação política. Ao deslocar-se por territórios instáveis, a etnografia assume caráter errante, incorporando atravessamentos afetivos, éticos e políticos. A escrita é tratada como prática situada e experimental, que resiste a formatos hegemônicos de produção de conhecimento. Metodologicamente, adota-se uma postura reflexiva e relacional, que reconhece a fluidez do campo e valoriza hesitações, silêncios e recusas como dados legítimos. Os resultados apontam para uma reconfiguração do papel do pesquisador e dos modos de fazer etnográfico. Conclui-se que essas práticas desafiam fronteiras entre produção acadêmica e ação direta, contribuindo para ampliar as formas de atuação antropológica no mundo contemporâneo.
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