As variantes surdas da coronal /s/ no falar barrodurense: uma análise dos condicionadores linguísticos

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Este artigo é um estudo sobre a palatalização do /S/ em posição de coda, no qual se propõe realizar uma análise sociolinguística desse fenômeno linguístico. Para tanto, fundamentou-se na Teoria da Variação, sobretudo nas concepções de Labov (1972), Weinreich, Labov e Herzog (2006) e Mollica (2021). A descrição fonológica das variantes envolvidas baseou-se, precipuamente, na Fonologia Autossegmental, com enfoque na Geometria de Traços, de Clements e Hume (1995); e o tratamento da palatalização do /S/ tem como parâmetro os trabalhos de Brescancini (1996), Scherre e Macedo (2000), Hora (2016), Lima (2017) e Cunha e Sales (2020). A amostra foi constituída por 1118 ocorrências das variantes [s] e [ʃ], coletadas por meio de entrevista individual gravada e da leitura de uma lista de palavras realizada com 16 participantes. Para o tratamento estatístico dos dados, utilizou-se o programa ‘Goldvarb X’. Os resultados revelaram que a palatalização do /S/ é condicionada, principalmente, pelo contexto seguinte constituído pela coronal /t/. Contudo, outros fatores também se destacaram como estatisticamente relevantes para realização do fenômeno linguístico em tela, a saber: coda medial, palavras dissílabas, posição pretônica, vogais labiais e vogal dorsal. Entretanto, a significância atribuída a esses fatores parece ser apenas uma interferência do contexto seguinte supracitado.

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