Anne Carson y la deconstrucción del género literario
En este artículo pretendemos mostrar la presencia de Jacques Derrida en la obra poética de Anne Carson. En ese sentido, Derrida no es solo mencionado por Carson, lo cual por sí mismo demuestra su interés en él, sino que es también posible establecer importantes semejanzas formales entre algunas obras de Carson y de Derrida, así como cierta cercanía entre el pensamiento del filósofo francés y los presupuestos de la poética de Carson, tanto en la perspectiva general de la deconstrucción derridiana como, singularmente, en lo que se refiere a la deconstrucción de los géneros literarios, que es característica de la obra de la poeta canadiense y que Derrida en cierto modo teoriza en La ley del género. Así, creemos que las posiciones de Jacques Derrida pueden ser un marco privilegiado para comprender esta dimensión de la obra de Carson, que en realidad suele considerarse su rasgo más característico.
- Research Article
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- 10.14409/tb.v0i6.6980
- Dec 19, 2017
- El Taco en la Brea
«Some Statements and Truisms about Neologisms, Newisms, Postisms, Parasitisms, and Other Small Seisms»,de Jacques Derrida.En Derrida d’ici, Derrida de là. Thomas Dutoit y Philippe Romanski, editores. París: Galilée, 2009.
- Research Article
- 10.46551/2448-30952023v27n207
- Apr 4, 2024
- Revista Poiesis
Jacques Derrida e Emmanuel Levinas, em suas respectivas abordagens filosóficas, enfatizam que o modelo de pensamento e de linguagem proposto pela filosofia ocidental resultou em uma redução violenta na compreensão e comunicação da realidade e das relações humanas, devido à persistente ênfase em categorias como a presença e a identidade. Diante desse cenário, Derrida e Levinas propõem desarticular o primado da identidade como detentora exclusiva do saber e da linguagem. Além disso, eles questionam a pretensão do discurso da totalidade que busca reduzir o mundo, as relações e o transcendente à primazia da consciência. Como resultado, os filósofos rejeitaram o estatuto das filosofias da presença da tradição filosófica, apresentando bases comuns para um outro modo de se fazer filosofia. A partir da análise do artigo “O vestígio do outro”, de Emmanuel Levinas, e do livro “Margens da Filosofia”, de Jacques Derrida, este artigo tem como objetivo apresentar como a noção de rastro possibilita uma intertextualidade latente no pensamento desses autores. O rastro não se limita a ser uma simples marca deixada pelo outro ou um vestígio puramente físico. Em vez disso, ele nos instiga a ir além de qualquer sinal evidente e perceber que, no contexto do pensamento da desconstrução e do pensamento da ética da responsabilidade, o rastro remete para uma concepção de temporalidade outra. Além disso, ambos os filósofos exploram a noção de rastro, apontando para uma alteridade radical que escapa à apreensão, quer seja através da linguagem ou da relação ética. Essa alteridade é concebida como uma diferença absoluta e irredutível. Assim, ao introduzirem a noção de rastro, os filósofos nos convidam a acolher o totalmente outro (tout autre), que escapa às nossas concepções convencionais. Eles nos instigam a reconhecer a complexidade e a riqueza das relações humanas e da realidade que nos rodeia.
- Research Article
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- 10.15687/rec.v16i1.66177
- Apr 22, 2023
- Revista Espaço do Currículo
Este artigo focaliza uma reflexão sobre como o nome conhecimento, mesmo sob intensas e distintas críticas no campo do currículo, tende a ser reafirmado como propriedade capaz de constituir subjetividades plenas, um sujeito professor dotado de determinada capacidade de fazer coisas em uma escola/mundo prometido. Problematiza o conhecimento defendido na política como aquilo desconhecido a ser apropriado por aquele que antes não era, para que passe a ser, torne-se o sujeito desejado por uma expectativa de estrutura/controle. Para abordar um cenário possível de afirmações sobre relações entre o conhecimento na formação de professores, lança mão de contribuições da teoria do discurso, de Ernesto Laclau, e do pensamento da desconstrução, de Jacques Derrida. Com estes autores, tomo como principal aporte a ideia de subjetivação para pensar a projeção de subjetividades políticas em que se constituem hegemonias no campo do currículo em suas relações com o campo da formação de professores. Pontua que tal perspectiva tende a negligenciar as produções contextuais que acontecem onde acontecem aqueles sujeitos professores/estudantes que não conhecemos, que fazem o que não sabemos na escola.
- Dissertation
- 10.11606/d.8.2022.tde-10042023-191657
- Sep 13, 2022
Este trabalho investiga, por meio de uma leitura de publicações de Marília Garcia e de Jacques Derrida, as características de gêneros discursivos como ensaio, poema, autobiografia e diário. A partir de uma aproximação/oposição entre filosofia e literatura, considerando, entre outras coisas, o potencial de formular e responder perguntas atribuído a cada uma delas, o objetivo da pesquisa é analisar como os textos dos autores citados se situam em relação a essas duas áreas.
- Research Article
- 10.33064/m.6.4895
- Jul 31, 2018
- Marmórea - Revista Académica de Lengua y Literatura
Este trabajo es una crítica literaria de la obra Verde Shanghai, de la escritora mexicana Cristina Rivera Garza. El análisis busca exponer la imposibilidad de Marina, la protagonista de la novela, por fijar o definir una identidad propia, así como la dificultad por asir la de otros personajes. También me propongo explicar cómo esto obedece a un proceso de deconstrucción donde la realidad inestable y huidiza le permite a Marina ―y a nosotros― desmontar las categorías que convencionalmente se toman como base para organizar y describir el mundo. Para la realización de estas reflexiones he tomado como apoyo algunos conceptos de la Teoría de la deconstrucción, de Jacques Derrida, así como la idea de transmodernidad, propuesta por Rosa María Rodríguez.
- Research Article
- 10.25244/1984-5561.2024.6348
- Dec 30, 2024
- Trilhas Filosóficas
O presente artigo pretende discutir sobre o lugar atribuído ao conceito de “écriture” na obra de Theodor W. Adorno, abarcando também seus possíveis desdobramentos no campo da estética e filosofia da arte. Parte-se da ideia de que tal conceito é mobilizado pelo autor a fim de discutir o específico caráter linguístico da arte moderna, concebendo sua experiência como um processo de descentramento do sentido. Para discutirmos tal concepção, analisaremos como o filósofo retoma tal conceito do campo das artes visuais – em especial das considerações do crítico e colecionador de arte Daniel-Henry Kahnweiler – e abordaremos brevemente seus possíveis desdobramentos, construindo breves diálogos com as contribuições de Jacques Derrida e Georges Didi-Huberman.
- Research Article
- 10.22410/issn.1983-0378.v45i2a2024.3944
- Dec 27, 2024
- Revista Signos
Como materialização e expressão do conceito de saúde na dinâmica de vida das pessoas, o letramento em saúde é uma importante ferramenta e se apresenta como conhecimentos e capacidades das pessoas para acessarem, compreenderem e aplicarem diferentes informações acerca da saúde, de forma a poderem tomar decisões cotidianas que previnam doenças e ampliem sua qualidade de vida. Este texto propõe integrar, de uma forma exploratória, esta abordagem dos processos de letramento em saúde – especialmente dos modos de elaboração do conceito de saúde – num grupo de pacientes oncológicos, usuários do SUS. Para tanto, tomamos o tema do letramento em saúde em uma perspectiva específica: a noção de tradução de Jacques Derrida. E o fazemos a partir de uma escuta de elementos vivenciais associados à composição do conceito de saúde nas narrativas dos participantes. Foi realizado um estudo qualitativo por meio de entrevistas semi-estruturadas. Estas entrevistas foram analisadas com base no método otobiográfico. A análise – embora tenha ocorrido de forma circunscrita a um grupo reduzido de participantes – aponta pistas para um pensamento crítico acerca do letramento em saúde, visibilizando o valor de vivências que nutrem modos de conduzir a vida, de entender as dinâmicas de tratamento e de viver com qualidade. O olhar para o letramento em saúde a partir de processos tradutórios, entendidos como vias de fuga aos conceitos tomados de forma dogmática e absoluta, servem à apropriação criativa de conhecimentos e à abertura a processos de co-criação, por parte de profissionais de saúde e de usuários dos serviços.
- Book Chapter
- 10.17184/eac.8118
- May 30, 2024
John Edgar Wideman a commencé à être publié en 1967, l’année même où paraissait L’écriture et la différence de Jacques Derrida, ouvrage qui marque une coupure épistémologique dans le champ littéraire, la littérature étant désormais définie comme performance : production, et non plus représentation ou expression (de la vérité, d’intentions, d’émotions ou du « réel »). À la fois comme théorie (avec les travaux d’Henri Meschonnic notamment) et comme pratique (avec Pierre Klossowski, par exemple), la traduction a joué un rôle central dans cette révolution car elle a pour tâche de re-produire la dramaturgie du sens constitutive de toute oeuvre littéraire. Traduire la poétique de John Edgar Wideman en français a été l’occasion de pratiquer la traduction en tant qu’art performatif.
- Research Article
- 10.1590/s0103-4014.2023.37108.014
- Aug 1, 2023
- Estudos Avançados
RESUMO O artigo intenta uma discussão sobre o sentido e o funcionamento do conceito de dialética na Dialética da colonização de Alfredo Bosi e uma sondagem das políticas alteritárias nela exercitadas. Dialogando com a recepção de Roberto Schwarz dessa obra, tentamos mostrar a produtividade crítica oriunda de um jogo entre certa flexibilidade teórica e o compromisso ético-metodológico inscrito na tradição marxista daquele conceito, e como isso se reflete no complexo afetual-axiológico que enforma as noções de “popular” e “materialismo animista” no livro, assim como no confronto de Bosi com a figura e o trabalho de André João Antonil e em sua leitura das contradições do liberalismo. Finalmente, sugerimos certa afinidade de interesses e procedimentos da Dialética bosiana com a espectropoética-espectrologia de Jacques Derrida.
- Research Article
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- 10.1080/13534640802604521
- Jan 1, 2009
- Parallax
Towards a Cryptanalysis: Genealogies of ‘Lit‐Crypts’ from Poe to the ‘Posts’
- Research Article
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- 10.61303/07190948.v3i2.866
- Dec 31, 2002
- Si Somos Americanos
"La modernidad llegaba con el cabotaje, junto a hombres y mujeres llegados desde los más variados puntos del planeta. El pensamiento indígena y campesino llagaba con el arrieraje, desde los más variados puntos del territorio andino. La yuxtaposición de estos dos tipos desaberes estableció que el pensamiento obrero ilustrado tomara un rol dominante en lo público, mientras el pensamiento campesino e indígena permaneció en lo privado, en los campamentos y en las faenas mineras. Empero, hubo momentos de expresión social, llenas decolorido y simbologías, fue el caso de festividades como carnaval, la cruz de mayo y la Tirana. Por ser la Tirana más específicamente regional, centraré este trabajo en esa festividad." (Extracto de la introduciòn del artículo)
- Research Article
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- 10.5209/rced.86937
- Oct 2, 2023
- Revista Complutense de Educación
El pensamiento crítico es una capacidad muy demandada entre el alumnado universitario, pero en esta etapa educativa disponemos de escasas herramientas para llevarla a cabo. Postulamos que parte del problema puede deberse al enfoque industrio-tecnológico de los actuales currículos educativos. En segundo lugar, analizamos el manejo general del concepto de pensamiento crítico entre el profesorado universitario. Si bien el concepto se ha divido clásicamente entre habilidades y actitudes, los docentes parecen centrase más en las habilidades cognitivas. Proponemos una recuperación del hábito moral en el concepto que también forma parte del ejercicio crítico sin negar la importancia de las habilidades cognitivas, que desarrollaremos a través de dos capacidades cuya tradición filosófica se remonta a la tesis de Arendt sobre el agente moral capaz de colaborar con el mal: aquel que no puede intuir las condiciones morales de sus acciones debido a la pura y simple irreflexión. Estas capacidades son la crítica a la autoridad y la imaginación moral. Finalmente, a través de la última capacidad justificaremos la propuesta del recurso a los textos literarios como formación del pensamiento crítico en la universidad, aunque no excluye otras etapas formativas. La actitud que se desprende del ejercicio constante del pensamiento crítico colabora activamente con una democracia sana que no puede dejar atrás la tradición cultural.
- Research Article
- 10.14422/pen.v79.i303.y2023.001
- Nov 23, 2023
- Pensamiento. Revista de Investigación e Información Filosófica
Jacques Derrida afirma que el perdón está envuelto en una aporía según la cual solo se puede perdonar lo que es imperdonable. Perdonar lo perdonable sería tan solo un modo de excusar o de saldar una deuda. Si entonces únicamente hay perdón de lo imperdonable, el perdón debe hacer lo imposible y atravesar su propia imposibilidad. Esta manera de aproximarse al perdón cuestiona la lógica de las condiciones que determinan cuándo algo es perdonable, pero también toda certeza en cuanto a su tener lugar, a la posibilidad de su teorización, objetivación o presentación. En este artículo expondré algunos de los aspectos en los que Derrida se separa tanto de Hannah Arendt como de Vladimir Jankélévitch en torno al límite entre el perdón y lo imperdonable. A partir de esto abordaré el «si lo hay» que acompaña al perdón derridiano, no tanto como una duda sobre su existencia, sino como la marca de un «indecidible», una instancia secreta, irreductible e inapropiable a toda forma de determinación. Se llega así a plantear que Derrida no aspira a elaborar una teoría sobre el perdón y sus posibilidades, sino que más bien lo inscribe en una reflexión sobre la justicia, heterogénea al derecho o a la ley, pero no obstante indisociable de sus formas. Este desajuste abre un amplio campo de interrogación sobre lo que pueda implicar tornar posible la imposibilidad del perdón.
- Research Article
- 10.28998/contegeo.9i.21.17851
- Dec 31, 2024
- Revista Contexto Geográfico
Se presentan los principales resultados de la tesis que se propuso analizar los discursos visuales acerca del ambiente y la cuestión ambiental presentes en los textos escolares producidos a lo largo de la historia de la geografía escolar uruguaya, así como discutir sus fundamentos epistemológicos. El análisis toma como referencia el paradigma crítico-ambiental, asumiendo a la geografía como una ciencia ambiental y a su enseñanza enmarcada desde la educación ambiental. Se analizaron las imágenes incluidas en siete series didácticas desde el siglo XIX hasta la actualidad, procurando identificar concepciones acerca de naturaleza, ambiente, relaciones sociedad/naturaleza y cuestión ambiental, así como diferentes regímenes de visualidad. De esta forma se pudo reconstruir el discurso visual acerca del ambiente y la cuestión ambiental a lo largo de la historia disciplinar de la geografía en el Uruguay, aportando al conocimiento historiográfico en el país de la educación ambiental y la geografía escolar, colocando en discusión los discursos visuales ambientales que han circulado en las aulas uruguayas en los últimos dos siglos.
- Research Article
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- 10.6018/reifop.620471
- Aug 9, 2024
- Revista Electrónica Interuniversitaria de Formación del Profesorado
Historical thinking, from its Anglo-Saxon perspective, aims to promote a critical historical literacy for the 21st century, according to six key concepts: historical relevance, historical evidence, cause and consequence, change and continuity, historical perspective and ethical dimension. The objective of this paper is to analyse the impact of the implementation of this methodology on the perception and knowledge of 70 Baccalaureate students. To this end, a quasi-experimental design with a non-equivalent control group and pretest was followed, applying a methodology based on historical competences in the Treatment (T) group and a traditional methodology in the No Treatment (NT) group, thus observing the differences before and after the practice. After analysis with the Wilcoxon signed-rank test and some descriptive statistics, the results point to greater differences in perception and knowledge, from different parameters, between the pre and post analysis of the T group, compared to the NT group. In conclusion, it seems that the methodology employed significantly influences how students feel they are taught, how they feel they learn and how they actually learn. In the future, more studies are needed to broaden the contexts of application and to introduce new variables of analysis. El pensamiento histórico, desde su vertiente anglosajona, pretende promover una alfabetización histórica crítica para el siglo XXI, de acuerdo con seis conceptos clave: relevancia histórica, evidencia histórica, causa y consecuencia, cambio y continuidad, perspectiva histórica y dimensión ética. El objetivo de este trabajo es analizar el impacto que tiene la implementación de esta metodología en la percepción y el conocimiento de 70 estudiantes de Bachillerato. Para ello, se ha seguido un diseño cuasiexperimental con grupo de control no equivalente y pretest, aplicando una metodología basada en competencias históricas en el grupo Tratamiento (T) y una metodología tradicional en el grupo No Tratamiento (NT), observando así las diferencias antes y después de la práctica. Tras el análisis con la prueba de rangos con signo de Wilcoxon y algunos estadísticos descriptivos, los resultados apuntan hacia mayores diferencias de percepción y conocimiento, desde diferentes parámetros, entre el análisis previo y posterior del grupo T, en comparación al grupo NT. En conclusión, parece que la metodología empleada influye significativamente en cómo los estudiantes sienten que se les enseña, cómo sienten que aprenden y cómo aprenden realmente. En prospectiva, hacen falta más estudios que permitan ampliar contextos de aplicación e introducir nuevas variables de análisis.