A presença que cura

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Este ensaio propõe uma reflexão ética e humanista sobre a experiência de vida e morte narrada por Paul Kalanithi na sua obra autobiográfica When Breath Becomes Air. Através da análise da transição do autor do papel de médico para o de doente oncológico, explora-se a complexidade da relação médico-doente, destacando a empatia, a escuta e a comunicação como dimensões fundamentais do cuidado. A obra é lida como um testemunho existencial que interpela a prática médica, convocando-a à responsabilidade, à presença e à compaixão perante a finitude. Neste contexto, a literatura emerge como um espaço simbólico de mediação entre ciência e humanidade, permitindo compreender o sofrimento e a esperança numa nova ótica. O texto contribui para as Humanidades Médicas ao evidenciar o modo como a narrativa pessoal pode iluminar problemas éticos e existenciais nos contextos clínicos, promovendo uma medicina mais sensível, reflexiva e centrada na pessoa. Através da análise de excertos selecionados, propõe-se uma revalorização do papel do médico como cuidador e interlocutor da dor humana, e da literatura como instrumento de elaboração simbólica da experiência da doença e da finitude.

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