A Iansã contemporânea de Mc Tha
Este artigo tem como objetivo analisar, com base na semiótica de Charles Sander Peirce, a capa do CD Rito de passá, o primeiro álbum de MC Tha. Essa capa é descrita pela artista como representação de uma “Iansã pós-moderna”, revelando um campo promissor para uma análise semiótica. A partir da metodologia semiótica peirceana, com foco na tríade ícone, índice e símbolo. Nossa proposta é estudar o que de fato há entre a Iansã ancestral e a pós-moderna na imagem da capa do referido CD, relacionados às tradições afro-brasileiras, especialmente da Umbanda. Embora sem intenção inicial de representação literal, a capa ressignifica visualmente a divindade, mesclando ancestralidade e modernidade. Os resultados destacam a capa como espaço de resistência e expressão cultural, no qual a identidade de MC Tha se conecta ao sagrado em diálogo com a cultura urbana.
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